O ministro das Relações Exteriores, cheapest Celso Amorim, buy disse nesta sexta-feira que o Grupo dos Vinte (G20, and que reúne os países mais ricos e os principais emergentes) constata de alguma forma que o sistema financeiro não podia continuar se baseando na economia dos países ricos.
“O G20 é um grupo adequado para tratar sobre a criação das instituições financeiras internacionais, mas deve atender também às diferentes realidades de outros países”, disse Amorim, depois de se reunir com o presidente da França, Nicolas Sarkozy.
Neste sentido, defendeu que os países africanos tenham mais presença na cúpula do G20, da qual apenas a África do Sul vai participar, para que a representação seja mais democrática e sejam encontradas soluções eficazes para a crise.
Amorim reconheceu que o Brasil está “disposto” a aumentar sua cota no Fundo Monetário Internacional (FMI), sempre e quando seu poder de voto for aumentado dentro dessa instituição.
Além disso, solicitou maiores facilidades para o comércio internacional, sobretudo entre países em desenvolvimento, já que muitas vezes a queda do comércio não se deve apenas a uma redução da demanda, mas à dificuldade de acesso ao crédito, especialmente para os Estados mais pobres.
“É isso que o Banco Mundial, o FMI e os países ricos têm que olhar”, sentenciou o ministro.
Em relação à cúpula do G20 que reunirá no próximo dia 2 de abril em Londres um clube de países que representa cerca de dois terços da população mundial, Amorim comentou que o Brasil pedirá uma maior supervisão das instituições financeiras para evitar futuras crises globais como a atual.
Ele disse também que o Brasil vai pedir uma cessação do protecionismo para que se mantenha o comércio internacional, e uma mudança nas estruturas dos órgãos financeiros internacionais, sobretudo do FMI.
Amorim também pedirá que “países emergentes como o Brasil, Índia e China” desfrutem de uma maior participação em órgãos mais especializados, como o Comitê de Basiléia.
Amorim entregou hoje a Sarkozy uma carta do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, dizendo que continua a reflexão iniciada na cúpula do Rio de Janeiro entre ambos, e que inclui uma proposição “mais específica” para que essa “aliança especial” contribua para a reforma das instituições financeiras internacionais.
Amorim também se reuniu em Paris com dez embaixadores brasileiros no Oriente Médio para analisar a situação da região e preparar a participação do Brasil na Conferência de Doadores para a Reconstrução de Gaza, que será realizada em 2 de março em Sharm el-Sheik (Egito).