No referendo, 54,36% dos eleitores se pronunciaram a favor da possibilidade de o presidente do país e de todos os eleitos para cargos públicos se reelegerem indefinidamente, o que a oposição venezuelana denunciou como uma tentativa de Hugo Chávez se perpetuar no poder.
Amorim disse a jornalistas que “cada país, pessoa ou partido pode ter uma visão sobre a melhor forma de se dirigir seu sistema político”.
O chanceler afirmou ainda que “se pode concordar ou não” com a consulta, mas que ninguém pode negar que “foi um referendo democrático”.
Segundo o ministro, o “Brasil vê o resultado desse referendo com total naturalidade” e, particularmente, celebra o fato de “tudo ter ocorrido em meio a um grande clima de tranquilidade”.
Marco Aurélio Garcia, assessor para assuntos internacionais de Lula, também falou sobre o referendo.
“Chávez obteve a possibilidade de disputar outras eleições”, mas não a perpetuidade no poderm disse.
García também disse que a oposição, que obteve 45% dos votos, “teve um bom resultado”, o que “demonstra que o país se encontra obviamente dividido”.