O chanceler Celso Amorim reiterou hoje que não fixou nenhum prazo para a saída do presidente deposto de Honduras, Manuel Zelaya, da embaixada brasileira, onde está desde 21 de setembro.
“O prazo é a credibilidade do processo eleitoral. Não somos os primeiros a dizer isto, mas uma eleição fora de um processo democrático não tem credibilidade”, ressaltou Amorim à Agência Brasil.
Amorim se mostrou confiante em um acordo entre Zelaya e o Governo golpista de Roberto Micheletti.
Zelaya fixou um prazo até hoje para o acerto de um acordo que permita a realização das eleições em 29 de novembro.
“Temos cautela, mas há um diálogo positivo que há um mês estava parado. O Brasil até contribuiu ao oferecer proteção ao presidente Zelaya. Agora a solução virá dos hondurenhos. Honduras precisa de paz e nossa América Latina precisa confiar na democracia”, comentou.
Amorim fez um chamado para que a classificação da seleção de futebol de Honduras ao Mundial da África do Sul 2010 “inspire sentimentos que permitam uma saída”.