A maioria dos americanos recusa a ideia de que o massacre de Tucson (Arizona) esteja relacionado com os excessos da retórica política registrados a partir das últimas eleições legislativas, segundo uma pesquisa telefônica divulgada nesta terça-feira pela rede de televisão “CBS”.
A pesquisa conclui, a partir de um levantamento com 673 adultos de todo o país, que seis em cada 10 norte-americanos consideram que a hostilidade do discurso político não tem vinculação com o tiroteio que no sábado passado tirou a vida de seis pessoas e deixou 14 feridas.
Desde que Jared Loughner, de 22 anos, abriu fogo em um ato com eleitores da congressista democrata Gabrielle Giffords, alguns políticos e comunicadores americanos relacionaram o tiroteio com o ácido e polarizado debate ideológico no qual o país está imerso, tese que é negada por 57% dos americanos, segundo a pesquisa da “CBS”.
A porcentagem de cidadãos que desvincula o ataque dos excessos na retórica política é mais elevada entre aqueles que se definem como republicanos: 69% deles rejeitaram a ideia, contra 49% dos eleitores democratas.
A maioria dos declarados independentes (56%) acredita que o discurso político caloroso não tem qualquer relação com o massacre que no sábado sacudiu o Estado do Arizona e o conjunto do país.
A “CBS” concluiu, após a pesquisa efetuada entre esta segunda-feira e o domingo, que a maioria do país rejeita a conexão entre o tiroteio e a política, apesar da retórica e do imaginário tanto de republicanos como de democratas “ter incluído metáforas relacionadas a armas nos últimos meses”.