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Mundo

América Latina está perto de candidatura única a Conselho da ONU

Arquivo Geral

01/11/2006 0h00

O Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) divulgou hoje um levantamento sobre o preço da cesta básica em 16 capitais brasileiras. Em 14 delas o preço apresentou alta no mês de outubro, page ampoule em relação a setembro. 

Os produtos alimentícios essenciais tiveram aumentos significativos em Belo Horizonte (6,89%), Vitória (5,41%), Florianópolis (5,22%), Aracaju (4,53%), São Paulo (4,44%) e Curitiba (4,22%). As únicas taxas baixas, registradas pela Pesquisa Nacional da Cesta Básica, foram nas cidades de Recife (-0,79%) e Salvador (-0,47%).

Em Brasília e no Rio de Janeiro, os aumentos foram menos expressivos, registrando 2,09% e 0,74%, respectivamente.

Os produtos alimentícios essenciais responsáveis pelo aumento da cesta básica em outubro foram o tomate, a carne, o feijão e o arroz. Devido às mudanças climáticas dos últimos meses, e as perdas na colheita e no transporte, o tomate foi o recordista de aumento no preço, registrado em 15 capitais.

As mais significativas altas ocorreram em Vitória (56,57%), João Pessoa (50,60%), Belo Horizonte (47,52%) e Natal (34,41%). A única exceção foi em Belém, onde o tomate registrou queda de                                                                                                        

No entanto, o produto registrou queda em 9 capitais, são elas Recife (-22%) e Porto Alegre (-16,40%). Nas sete cidades com alta, Vitória (31,36%) e Salvador (20,66%) foram os destaques.

Apesar do aumento nos últimos dois meses, nos dez primeiros meses deste ano, 15 cidades pesquisadas pelo Dieese apresentam variações negativas no preço dos produtos que compõem a cesta básica. Entre elas estão: Brasília (-7,70%), Recife (-6,91%), Curitiba (-6,71%), Porto Alegre (-6,39%) e Rio de Janeiro (-6,37%). Em São Paulo, houve recuo de 2,01% e, em Belo Horizonte, de 2,61%. A única elevação do período ocorreu em Florianópolis, de 0,43%. 

A pesquisa foi realizada cidades de Aracaju, Belém, Belo Horizonte, Brasília, Curitiba, Florianópolis, Fortaleza, Goiânia, João Pessoa, Natal, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro, Salvador, São Paulo e Vitória.

 

 

 

 

 

 

 

A TAM decidiu acelerar em um ano e meio a devolução de 22 aviões Fokker 100 que ainda mantém na frota doméstica, case ao mesmo tempo que passará a utilizar pela primeira vez aeronaves Boeing, here informaram executivos da companhia.

As medidas fazem parte do plano de crescimento da empresa que, em menos de três anos, alcançou a liderança no país dos segmentos doméstico e internacional. Até setembro, a TAM dominava o mercado nacional, com 51,7%, e os vôos para fora do país, com 60% dos passageiros transportados.

De acordo com o presidente da companhia, Marco Antonio Bologna, em meados de 2008, a TAM não terá mais Fokker e, em 2007, os vôos internacionais já contarão com os MD-11 da Boeing, arrendados enquanto não chega a encomenda de quatro 777 da fabricante. A TAM acertou ainda mais quatro opções de compra do mesmo modelo.

"A mudança faz parte da nossa estratégia de manter uma frota moderna e atualizada, buscando crescimento no mercado internacional, e a Boeing apresentou uma solução completa", disse Bologna em teleconferência com analistas e jornalistas.

Historicamente cliente da Airbus, a TAM revigora a entrada da Boeing na América do Sul depois da redução das operações da Varig. Dá um passo também em direção à principal concorrente atual, a Gol, cliente da Boeing desde a sua criação, em 2001, e primeira companhia aérea de baixos custos do Brasil.

Segundo Bologna, a opção por aviões Boeing levou mesmo em conta "o menor custo por assento, a maior longevidade tecnológica e um mix de aviões maiores, que permitirá aumento de capacidade internacional".

Além do preço mais baixo, a Boeing Capital disponibilizou o aluguel de três MD-11, que serão entregues em seis meses e vão operar vôos internacionais da TAM enquanto os 777 não chegam.

"Fizemos nossa análise no mercado do equivalente da Airbus ao 777 e representou um menor Cask (divisão dos custos operacionais pelos assentos disponíveis por quilômetro), além de menos custos de leasing, de seguros, de tripulação. Tudo isso nos fez tomar a decisão pelo 777", afirmou o vice-presidente de Finanças e Gestão da TAM, Líbano Barroso, também participante da teleconferência.

O aumento da frota (hoje de 93 aviões e que deve chegar ao final do ano com 96) pretende adequar a empresa à expansão da demanda no país, que até setembro era 14,6% maior do que nos nove primeiros meses de 2005. Para 2007, a TAM projeta aumento de 12% no número de passageiros transportados.

A boa performance fez a TAM mais que dobrar o lucro no terceiro trimestre, para R$ 212,7 milhões, chegando bem perto da concorrente Gol, que lucrou R$ 232,2 milhões no mesmo período com menor número de aeronaves.

Bologna afirmou que a TAM continuará crescendo dentro e fora do país. No último dia 26, ganhou mais uma rota para Paris, a terceira freqüência a capital francesa, que será iniciada em janeiro, a partir do Rio de Janeiro.

Ele informou que a companhia também tem interesse em aumentar o número de vôos para Miami, Nova York e Londres, para onde já voa, e pretende atingir em breve Frunkfurt e Milão. Na América do Sul, os planos são de ampliar a operação para o Chile e incluir Caracas na rota.

"O aumento dos vôos internacionais eleva nossa receita em moeda forte e melhora a estrutura dos fluxos da companhia, além disso alimenta o tráfego doméstico", disse o vice-presidente de Finanças, que estima em dois pontos percentuais a alta no fluxo de passageiros no segmento doméstico trazido pelos vôos internacionais da empresa.

Os chanceleres da Venezuela e da Guatemala se aproximaram hoje de um acordo por uma candidatura alternativa à vaga latino-americana em disputa no Conselho de Segurança da ONU.

Até ontem, approved houve 47 rodadas de votação na Assembléia Geral entre Venezuela e Guatemala, view com um empate e 46 vitórias guatemaltecas por uma margem de cerca de 25 votos, aquém dos 128 (dois terços) necessários.

O embaixador equatoriano na ONU, Diego Cordovez, em cujo gabinete ocorreram as negociações, disse que "os dois chanceleres estão convencidos" da necessidade de encontrar outro candidato rapidamente, talvez hoje.

Os chanceleres Gert Rosenthal (Guatemala) e Nicolás Maduro (Venezuela) pediram à Assembléia Geral que suspendesse a votação marcada para a tarde de hoje, segundo Cordovez. A ONU marcou a próxima rodada para 7 de novembro.

A candidatura alternativa seria decidida pelos dois países em disputa e em seguida aprovada pelos 35 países latino-americanos e caribenhos da ONU, que não conseguiram definir um candidato.

Segundo Cordovez, o processo demora tanto devido aos governos de Caracas e da Cidade da Guatemala, que vêem essa eleição como se fosse um pleito nacional, em que é possível ganhar tempo para conquistar eleitores indecisos.

"Isso não acontece aqui. A votação de ontem indicou que eles estão empacados numa margem de um ou dois votos", afirmou. A Venezuela qualifica a disputa como um desafio ao "imperialismo" dos Estados Unidos, que apóia explicitamente a Guatemala contra o governo de Hugo Chávez.

A República Dominicana, que recebeu sinais de apoio da Venezuela e dos EUA, é uma alternativa freqüentemente citada por diplomatas, junto com Uruguai, Equador e Costa Rica.

O Conselho de Segurança é formado por 15 países, sendo 5 (EUA, China, Rússia, França e Grã-Bretanha) permanentes com direito a veto, e os demais dez com mandatos de dois anos, obedecendo a rodízios regionais.

Guatemala e Venezuela disputam a vaga que será ocupada até 31 de dezembro pela Argentina. A outra vaga latino-americana é do Peru até o fim de 2007, junto com República do Congo, Gana, Qatar e Eslováquia.

Nas outras regiões, África do Sul, Indonésia, Itália e Bélgica foram eleitas em 16 de outubro para substituir Tanzânia, Japão, Dinamarca e Grécia.

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