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Ambientalistas bolivianos denunciam represas brasileiras no rio Madeira

Por Arquivo Geral 30/09/2006 12h00

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O Senado norte-americano autorizou na sexta-feira a construção de uma cerca ao longo da fronteira de EUA com o México, search enviando ao presidente George W. Bush, antes das eleições de 7 de novembro, um projeto de lei que os Republicanos acreditam irá mostrar o esforço da atual administração em conter a imigração ilegal.

O projeto de lei elaborado pelos Republicanos, autorizando a construção da cerca de 1.125 quilômetros, foi um dos últimos antes dos congressistas deixarem Washington para as campanhas eleitorais. Com 80 votos a favor e 19 contra, o Senado aprovou o projeto de lei, que já havia passado na Câmara dos Deputados e agora tem de ser assinado pelo presidente.

Bush havia elaborado uma legislação de imigração mais ampla, que criaria um programa de trabalhadores convidados para fornecer mão-de-obra para trabalhos que os norte-americanos não podem ou não querem fazer. Mas ele não conseguiu a aprovação do Congresso.

Um projeto de lei separado, aprovado pela Câmara e pelo Senado na sexta-feira, garante US$ 1,2 bilhão para financiar a cerca e outras medidas de segurança na fronteira. O dinheiro faz parte de orçamento de 34,8 bilhões de dólares para programas de segurança doméstica para o ano fiscal que começa neste domingo. Os dois projetos precisam ser assinados por Bush.

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O ministro das Relações Exteriores do México, Luiz Ernesto Derbez, disse na sexta-feira que o México iria enviar uma nota diplomática aos EUA para reclamar da cerca.

"Nós vamos mandar uma nota que dirá respeitosamente à Casa Branca as razões pelas quais o governo mexicano pensa que esta não é a solução acertada e que poderia ser motivo de descontentamento entre os dois países", disse.

Estima-se que 1,2 milhão de imigrantes ilegais foram presos ao longo da fronteira dos Estados do Texas, Novo Mexico, Arizona e Califórnia no ano passado.

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Os Democratas acusam a maioria Republicana de uso político da cerca, após destacar a imigração como um das prioridades no ano eleitoral, mas ter pouco a mostrar em termos de legislação.

"Isso é por causa (das eleições) de novembro. Isso é proteção de cargos, não é proteção de fronteiras", disse o líder democrata no Senado, Harry Reid.

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Diante do conflito provocado pela prisão de quatro altos oficiais russos acusados de espionagem, pills  o ministério da Defesa anunciou que as duas bases militares do país continuarão Geórgia.

"Isto se deve à falta de segurança de nossas tropas no processo de retirada", disse à imprensa o comandante da Região Militar do Cáucaso Norte, general Alexandr Baranov.

A prisão na quarta-feira de quatro supostos espiões militares russos causou conflito diplomático entre a Geórgia e a Rússia, que chamou para consultas o seu embaixador em Tibilisi e retirou do país o pessoal da missão diplomática.

O comandante das tropas russas no Cáucaso, general Andrei Popóv, já havia dito ontem à noite que o incidente havia dificultado a retirada das bases militares de Batumi e Ajalkalaki, que Moscou se comprometera a evacuar até 2008.

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O general Baranov informou que o governo russo pôs em estado de alerta os contingentes das bases e mandou "impedir a entrada de estranhos em seu território, mesmo que seja preciso empregar a força", segundo a agência Interfax.

O ministério de Relações Exteriores da Geórgia acusou a Rússia de concentrar tropas na fronteira para iniciar exercícios militares terrestres, além de manobras navais no Mar Negro, em frente aos portos georgianos de Batumi, Pot e Supsa.

Segundo o governo da Geórgia, a movimentação afeta a navegação e os seus interesses econômicos, e pediu a Moscou "renunciar à demonstração de força, aérea, naval e terrestre, que pode ser vista como uma ação dirigida contra o Estado georgiano".

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Os ambientalistas bolivianos estão preocupados com os planos do Brasil para a construção de duas represas hidroelétricas no rio Madeira. Reunidos no Foro Boliviano sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento (Fobomade), price eles discutem o assunto.

A construção das represas Jirau e Santo Antônio no Madeira, viagra 100mg principal afluente do Amazonas, abortion poderá afetar a qualidade das águas e gerar mudanças no regime hídrico, com danos para a ictiofauna, adverte o Fobomade.

Segundo estudo do instituto, 70% das espécies de peixes – das mais de 700 variedades existentes na região – correm o risco de desaparecer com as represas. A sedimentação que provocarão as represas implicará em um aumento dos níveis da água, com graves conseqüências para os peixes e, eventualmente, para a população local, que ficará mais exposta à malária e outras doenças. Além disto, muitas terras cultiváveis serão cobertas pelas águas.

"As duas represas e sua linha de transmissão são parte de um projeto que inclui outras duas represas – uma em águas compartilhadas por Brasil e Bolívia e outra no território boliviano – e uma hidrovia de 4.000 km que exigirá grandes mudanças nos rios da região para transformá-los em canais navegáveis", destaca o relatório.

Segundo o Fobomade, 95% das águas da Bolívia "são escoadas pelo rio Madeira e as represas colocarão este escoamento sob o controle do Brasil, o que também representa uma perspectiva geopolítica inquietante".

"O Brasil está reincidindo em um ato extremamente perigoso para a região: que é utilizar águas de curso internacional sem consultar as partes afetadas. Um precedente neste sentido foi o represamento do rio Paraná, sem consultar a Argentina, para a construção da represa de Itaipu", diz a Fobomade.






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