O social-democrata Álvaro Colom assumirá amanhã a presidência da Guatemala com o desafio de começar a reduzir a criminalidade e melhorar as condições de vida da população em um prazo de cem dias.
O mesmo Colom estabeleceu esse prazo de pouco mais de três meses para que os guatemaltecos observem uma mudança em matéria de segurança no país, pill onde no ano passado, this web segundo dados oficiais, foram cometidos 30.492 atos criminosos, sendo 5.781 homicídios.
A segurança, a pobreza e a desigualdade social, segundo Colom, de 57 anos, o sétimo presidente civil da Guatemala desde 1986, são os principais problemas a serem resolvidos em seu mandato de quatro anos.
Para os seus primeiros cem dias de governo, cada ministro deve promover programas de segurança e desenvolvimento humano.
Em matéria de segurança, o Governo da União Nacional da Esperança (UNE) sugere fazer operações policiais de alto impacto para recuperar o controle sobre o território nacional e, principalmente, de vários bairros populares dominados por gangues e pelo narcotráfico.
Priorizar o desenvolvimento rural e humano, com a geração de emprego e a industrialização do campo, a promoção do turismo e as exportações, são outros desafios deste engenheiro industrial.
Os guatemaltecos esperam que o novo presidente ajude aos pobres, reduza o custo da cesta básica, aumente os salários dos funcionários, garanta mais segurança e propicie o crescimento da economia.
Colom receberá amanhã um país não só violento, mas com altos índices de pobreza, problemas de saúde e com uma dívida externa que ultrapassa os US$ 4,2 bilhões.
Ele prometeu criar mais de 700 mil postos de trabalho, construir 200 mil imóveis e lutar contra a pobreza que atinge 51% da população.
As exportações, que alcançaram US$ 4,219 bilhões em 2007, as remessas de dinheiro pelos emigrantes, com US$ 4,128 bilhões, e o turismo, com US$ 1,119 bilhão, foram até agora os principais suportes da economia guatemalteca.
Colom também encontrará 23% das crianças com menos de cinco anos com desnutrição e outros 4% com desnutrição aguda. Segundo dados oficiais, em cada mil bebês, 39 morrem antes de completar um ano.
O próximo chefe de Estado acredita que conseguir a transformação do país não será “fácil”, pois a Guatemala está fragmentada e ainda tem feridas abertas.
No plano de governo, propôs tirar do ostracismo os 23 povos indígenas que habitam a Guatemala e que representam 42% da população.
No entanto, em seu gabinete ele só incluiu um ministro indígena, o de Cultura, apesar de ter oferecido mais cargos em postos inferiores aos habitantes aborígines do país.
As delegações que participarão amanhã dos atos de posse presidencial começaram a chegar à Guatemala.
Segundo a Chancelaria, um total de 19 delegações estrangeiras, que incluem vice-presidentes, ministros e embaixadores, já estão no país, e nas próximas horas começarão a chegar os primeiros chefes de Estado.