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Aliança do Pacífico ambiciona ser o motor econômico da A.Latina

Arquivo Geral

06/06/2012 16h25

A Aliança do Pacífico, cujo acordo-marco será assinado nesta quarta-feira (6) pelos presidentes do México, Colômbia, Peru e Chile, assumiu a pretensão de impulsionar o desenvolvimento da América Latina e de ser o principal interlocutor econômico da região em nível mundial.

A proposta de criação da Aliança do Pacífico surgiu no Peru no dia 28 de abril de 2011. O projeto foi uma iniciativa do então presidente Alan García, que estendeu um convite a seus colegas do Chile, Colômbia, México e Panamá.

O propósito era aprofundar a integração entre essas quatro economias e definir ações conjuntas para a vinculação comercial com a região da Ásia-Pacífico com base nos acordos comerciais bilaterais existentes entre os Estados-membros.

Posteriormente, o Panamá passou a integrar a aliança na qualidade de observador, da mesma forma que a Costa Rica.

Durante a 2ª Cúpula da Aliança do Pacífico realizada em dezembro do ano passado na cidade mexicana de Mérida, os quatro países decidiram acelerar o processo de conformação de uma zona de livre circulação de bens, serviços, capitais e pessoas.

Os governantes se deram então um prazo de seis meses para assinar o tratado constitutivo da Aliança do Pacífico.

Posteriormente, em março deste ano, os presidentes Juan Manuel Santos (Colômbia), Felipe Calderón (México), Ollanta Humala (Peru) e Sebastián Piñera (Chile) realizaram a terceira cúpula do bloco, por videoconferência, para economizar gastos e tempo de deslocamento. Os quatro líderes chegaram a um consenso sobre o acordo-marco da Aliança Pacífico, que se assina nesta quarta-feira nesta 4ª Cúpula.

O novo bloco pretende consolidar novos investimentos e mais comércio entre os países-membros e dar um passo decisivo para a consolidação da integração com a região da Ásia-Pacífico.

A ideia é buscar formas mais rápidas e práticas, de avançar sem impedimentos ideológicos em temas comerciais e de integração comercial, energética e física entre os países integrantes.

O acordo-marco do nascente bloco define também os mecanismos de ingresso de novos países, a forma como serão adotados os acordos e como será organizada a Presidência pró-tempore, entre outros pontos.

Para avançar rápido na conversão da aliança em uma plataforma de integração econômica e comercial, os países integrantes planejam avançar em temas como liberalização tarifária, comércio eletrônico, cooperação aduaneira, investimentos e movimentação de pessoas.

Os quatro países-membros representam 40% do PIB da América Latina e 55% das exportações da região ao resto do mundo.

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