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Mundo

Alemanha reitera que o mundo não permitirá armas nucleares no Irã

Arquivo Geral

17/01/2008 0h00

O ministro de Assuntos Exteriores alemão, decease Frank-Walter Steinmeier, reiterou nesta quinta-feira em Viena, na Áustria, que a comunidade internacional não vai permitir que o Irã desenvolva armas nucleares. “A comunidade internacional não vai permitir que se desenvolva tecnologia nuclear militar na região”, afirmou Steinmeier.

Ele destacou que, apesar da avaliação dos serviços secretos dos Estados Unidos emitida em dezembro que diz que o Irã congelou seu programa nuclear militar em 2003, “o problema não está solucionado”. “Há questões abertas que devem ser contestadas urgentemente pelo Irã para restabelecer a confiança perdida”, disse Steinmeier.

Representantes dos cinco membros permanentes do Conselho de Segurança das Nações Unidas e da Alemanha se reunirão na próxima terça-feira em Berlim para analisar como solucionar a crise.

De acordo com Steinmeier, eles devem discutir na reunião como a comunidade internacional vai se portar no futuro com relação a este tema.

Por isso, “é importante receber informação do diretor-geral (da AIEA) sobre a situação, após sua recente viagem a Teerã, e sobre as possíveis soluções, depois de falar com os líderes religiosos do país”, concluiu o ministro alemão.

Nos últimos dois anos, o Conselho de Segurança adotou de forma unânime duas resoluções com sanções comerciais e diplomáticas contra o Irã diante de sua recusa de suspender o programa de enriquecimento de urânio.

No entanto, a Rússia e a China são resistentes a seguir pressionando o Irã com medidas punitivas e defendem mais diálogo para solucionar o problema.

O urânio enriquecido é um material legal sob direito internacional, mas é delicado por causa do seu possível uso civil e militar.

Os EUA e a União Européia (UE) temem que o verdadeiro objetivo do programa nuclear iraniano seja acumular os conhecimentos e materiais necessários para fabricar armas nucleares no futuro, algo que Teerã rejeita com veemência.

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