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Alemanha pode aceitar enriquecimento civil de urânio no Irã

Por Arquivo Geral 28/06/2006 12h00

O Irã deveria ter permissão de enriquecer urânio para fins pacíficos dentro de um esquema monitorado por inspetores das Nações Unidas (ONU), pharmacy cure  afirmou o ministro de Defesa da Alemanha, patient Franz Josef Jung. 

A declaração sugere que, purchase depois de anos de negociações fracassadas com o Estado islâmico, o governo alemão e outras potências ocidentais estão dispostos a ceder na questão a fim de garantirem uma solução pacífica para o impasse nuclear. 

Em entrevista à Reuters, Jung foi questionado sobre se o governo iraniano deveria ter permissão de enriquecer urânio sob a vigilância da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA). 

"Acho que sim. A oferta inclui tudo. Isso significa que o uso civil da energia nuclear é possível, mas não as armas atômicas. E os mecanismos de monitoramento precisam ser aplicados. Acho que seria inteligente da parte do Irã aceitar essa oferta", disse. 

Jung referia-se à proposta de incentivos feita no dia 6 de junho ao Irã pela Alemanha e pelos cinco membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU – EUA, Grã-Bretanha, França, China e Rússia. 

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Para o ministro, um monitoramento intensivo da AIEA sobre as atividades nuclares iranianas traria segurança à comunidade internacional. "As inspeções da AIEA podem fornecer essas garantias por meio do monitoramento. Isso não é um problema", afirmou. 

O pacote de incentivos impõe como precondição que o Irã abra mão do enriquecimento de urânio em larga escala e que responda a algumas perguntas a respeito de seu programa.

Os EUA e a Grã-Bretanha desejam que o país islâmico abandone todas as atividades de enriquecimento por um longo período de tempo. No entanto, diplomatas da União Européia (UE) disseram que a Alemanha, a Rússia e a China poderiam aceitar um programa do tipo em pequena escala. 

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Jung, membro do governo conservador liderado pela chanceler Angela Merkel (do partido CDU), parecia confirmar essa postura. O ministro disse compreender as reservas dos norte-americanos, mas acrescentou que uma proibição total das atividades de enriquecimento de urânio no Irã era algo impraticável. "Não se pode proibir o Irã de fazer o que outros países do mundo estão fazendo obedecendo às leis internacionais. O ponto central é se for dado um passo rumo às armas nucleares. Isso não pode acontecer", afirmou.






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