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A.Latina avança em Objetivos do Milênio, diz ONU

Arquivo Geral

23/06/2010 14h29

Os países da América Latina e do Caribe melhoraram seus índices relacionados a educação, igualdade de gênero e mortalidade infantil, como destacam as Nações Unidas em relatório sobre o cumprimento dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM).

No entanto, a situação muda quando se trata de sustentabilidade ambiental.

A ONU ressaltou hoje as conquistas da região em seu relatório 2010 sobre os ODM, em especial as relacionadas à educação e à saúde das crianças. Além da mortalidade, esses países também reduziram a percentagem de crianças que não chegam o peso normal, que baixou de 11% para 6% entre 1990 e 2008.

“Segundo o relatório, a região já praticamente alcançou o objetivo fixado para 2015 de reduzir pela metade a população entre um e cinco anos de idade que pesa menos que o normal”, disseram os especialistas, que assinalaram outro avanço: a redução na taxa de mortalidade infantil nos menores de cinco anos.

As Nações Unidas se preparam para realizar em Nova York entre os dias 20 e 22 de setembro uma cúpula de revisão desses objetivos. Fixados em 2000, a idéia era chegar a 2015 tendo erradicado ou pelo menos reduzido pela metade a pobreza, a fome, a mortalidade materna e infantil, assim como garantir o acesso à moradia digna e acabar com a desigualdade entre os gêneros.

O documento divulgado hoje afirma que a América Latina teve uma das maiores reduções da taxa de mortalidade infantil, passando de 52 mortes por cada mil nascimentos em 1990 para 23 em 2008.

“A Bolívia, concretamente, reduziu sua taxa anual de mortalidade de menores de cinco anos para 4,5%. Se a região continuar nesse ritmo, em 2015 terá alcançado uma redução de dois terços nesse objetivo”, disse a ONU.

A região também obteve progressos em igualdade de gênero e empoderamento das mulheres. Entre 2000 e 2008 elas passaram a ocupar 32% dos altos cargos da região, uma das taxas mais altas. Já em nível parlamentar a percentagem de deputadas passou de 1,5% em 2000 para 2,3% em 2010.

No entanto, os especialistas da ONU seguem preocupados com os objetivos relacionados à sustentabilidade ambiental. Embora a nível global o desmatamento tenha diminuído, algumas regiões da América do Sul perderam grandes áreas florestais a um ritmo de 4 milhões de hectares por ano entre 2000 e 2010.

O relatório também destaca as mortes e perdas econômicas ocasionadas pelos desastres naturais, que vão desde os devastadores terremotos do Haiti e do Chile no começo do ano, às inundações no Brasil.

Quanto aos progressos em acesso à água potável e saúde, persiste a diferença entre áreas urbanas e rurais. Enquanto 97% dos latino-americanos que vivem em áreas urbanas têm acesso à água potável, nas zonas rurais esse número passa para 80%.

Já 86% dos habitantes das cidades têm acesso a serviços sanitários, número que passa para 55% entre os moradores das zonas rurais.

Outro dado destacado pela ONU diz respeito aos pobres: o índice de latino-americanos que vivem com menos de US$ 1,25 ao dia passou de 11% em 1990 para 8% em 2005.

Quanto ao emprego, a percentagem de pessoas com carteira assinada na América Latina baixou de 61% em 2008 para 60% em 2009, enquanto a proporção de população urbana que vive em favelas passou de 34% em 1990 para 24% em 2010.

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