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Alan García se despede satisfeito do governo no Peru

Arquivo Geral

27/07/2011 17h09

O presidente peruano, Alan García, afirmou nesta quarta-feira, um dia antes de ceder seu posto a Ollanta Humala, que se sente satisfeito com o trabalho de seu Governo nos últimos cinco anos.

 

Em seu último dia como presidente, García liderou como toda quarta-feira a sessão do Conselho de Ministros, momento que aproveitou para agradecer aos responsáveis ministeriais, presidentes regionais e prefeitos pelo trabalho desempenhado durante seu mandato.

 

Foi o primeiro ato da última agenda de García como presidente, e que também incluiu uma reunião com Felipe de Borbón, Príncipe de Astúrias, outra com o ministro da Agricultura da China, Han Changfu e, finalmente, terminará com um jantar oficial com líderes presentes em Lima para a posse de Humala.

 

“Queria agradecer a todos os que puseram uma grande parcela de esforço em um trabalho que a cada dia é desempenhado da melhor maneira”, afirmou García, acrescentando que, “quando se apaguem as paixões, a história saberá reconhecer o que os ministros (de seu Governo) conseguiram com esforço”.

 

As últimas semanas de García no cargo se transformaram em uma corrida de inaugurações, algumas das quais foram criticadas pela imprensa e por políticos da oposição por não estarem finalizadas ou apresentarem deficiências.

 

Entre estas inaugurações estão o Teatro Nacional, o novo Hospital da Criança, a remodelação do Estádio Nacional e a linha 1 do trem elétrico, um projeto que deixou inacabado durante sua primeira gestão, entre 1985 e 1990.

 

A última sessão do Conselho de Ministros terminou com um brinde com champanhe realizado por García, no qual o líder brindou “pelo Peru, pela juventude, pelos pobres do Peru, pelas autoridades do Peru”.

 

Na ocasião, García lembrou o fundador do Partido Aprista Peruano, Víctor Raúl Haya de la Torre, e considerou que como seu seguidor, tentou fazer “um Governo que desse pão e liberdade”.

 

Logo em seguida começou a reunião com o príncipe Felipe de Borbón, que durou meia hora e da qual também participou o ministro das Relações Exteriores, José Antonio García Belaúnde, único titular que se manteve no cargo durante os cinco anos do Governo de García.

 

Durante o encontro, García recebeu através do príncipe de Astúrias a saudação do Rei Juan Carlos e ambas partes expressaram sua satisfação pelas excelentes relações entre Peru e Espanha.

 

Para finalizar o dia, García deve receber a saudação dos líderes que chegarão a Lima para assistir na quinta-feira a posse de Humala. Posteriormente, o político peruano oferecerá um jantar oficial em homenagem aos chefes de estado e de Governo presentes na capital.

 

Este será o último ato de García como presidente, caso o líder cumpra sua promessa de não participar da transferência de comando para, segundo suas próprias palavras, evitar um mal estar como o que passou em 1990, quando foi recebido com vaias no Congresso.

 

Nos círculos políticos peruanos surpreendeu a atitude de Alan García com Ollanta Humala e, inclusive, alguns jornais destacaram as limitações que suas equipes enfrentam para a cobertura da posse do sucessor.

 

Mesmo que durante seus cinco anos à frente do país, o Peru tenha mantido um alto nível de crescimento econômico, outros pontos, como o aumento dos conflitos sociais e a insegurança, obscureceram o Governo de García.

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