O grupo Estado Islâmico do Iraque assumiu a autoria em uma nota publicada em um site utilizado habitualmente por estas organizações para divulgar este tipo de comunicados.
O massacre foi cometido por um terrorista suicida que detonou o cinturão de explosivos que carregava junto ao corpo na Prefeitura de Al-Karmah, 50 quilômetros ao oeste de Bagdá, onde os líderes tribais da província, de maioria sunita, faziam uma reunião.
Na nota, o grupo destaca que um de seus “heróis” conseguiu se infiltrar no encontro e realizar sua “missão sagrada contra os dirigentes da apostasia, os chamados Conselhos de Salvação”.
“Graças a Deus foram eliminadas mais de 25 cabeças e, além disso, houve muitos feridos”, prossegue o comunicado.
Os Conselhos de Salvação são formados por grupos de milicianos que, apoiados pelo Exército americano e pelo Governo Iraquiano, lutam contra a Al Qaeda em várias províncias do Iraque.
O Estado Islâmico do Iraque, na nota, critica os Conselhos de Salvação, aos quais chama de “infiéis e apóstatas”, e deseja que seus integrantes ardam “nas chamas do inferno”.
O grupo acusa os Conselhos de Salvação de “se alinhar com os cruzados que violaram a terra dos muçulmanos e roubaram seu dinheiro com a desculpa da guerra contra o terrorismo”.
Além disso, afirma que o atentado de Al-Karmah inscreve-se dentro do Plano da Dignidade lançado pelo líder da organização, o xeque Abu Omar al-Baghdadi.