Menu
Mundo

Al Qaeda pede jihad e garante que Bin Laden seguirá aterrorizando os EUA

Arquivo Geral

08/06/2011 15h42

O “número dois” da rede terrorista Al Qaeda, Ayman al-Zawahiri, encorajou os muçulmanos a continuarem com a jihad (guerra santa) e garantiu que mesmo morto Osama bin Laden continuará aterrorizando os Estados Unidos.

 

 

As declarações constam em um vídeo divulgado nesta quarta-feira, publicado em um site utilizado habitualmente pelos grupos islâmicos.

 

 

Zawahiri declarou que “o xeque Osama bin Laden seguirá com o terror perseguindo os Estados Unidos, Israel, seus aliados e agentes corruptos”.

 

 

“Vamos tirar o sono deles, eles não dormirão com tranquilidade até deixarem os países islâmicos”, ameaçou na gravação de 28 minutos.

 

 

O “número dois” da Al Qaeda, que aparece vestindo túnica e turbante branco, com um fuzil Kalashnikov a sua direita, pediu ao povo muçulmano “continuar trabalhando no caminho da jihad para expulsar os invasores dos países muçulmanos e limpá-los da injustiça e de seus repressores”.

 

 

“Os Estados Unidos não enfrentam um indivíduo ou um grupo, mas o levante de um povo, que abandonou sua letargia com o despertar da guerra santa”, ressaltou.

 

 

Zawahiri reiterou seu apoio aos mujahedin (guerreiros santos) do Afeganistão, Paquistão, Iraque, Somália, da Península Arábica e dos países do Magrebe e os encorajou a “redobrar esforços em sua luta”.

 

 

Concretamente, pediu aos paquistaneses que se “rebelem contra os militares mercenários e políticos subornados que transformaram o Paquistão em uma colônia americana, onde eles (americanos) matam as pessoas que quiserem”, uma alusão ao assassinato de Bin Laden nesse país nas mãos das tropas dos EUA.

 

 

Mostrou seu apoio às revoluções árabes da Tunísia, Egito, Líbia, Iêmen e Síria, e pediu aos líbios que “não aceitem a humilhação do herege de (Muammar) Kadafi, nem dos integrantes da Otan”.

 

 

Em seu discurso, Zawahiri elogiou Bin Laden, quem classifica de “herói combatente”, de “imame da jihad contra os EUA” e de “libertador do povo muçulmano e símbolo de seu orgulho e dignidade”.

 

 

“O homem que aterrorizou os EUA quando estava vivo – continuou -, continuará atemorizando mesmo morto, até o extremo de tremerem diante da ideia de que tivesse um túmulo, porque sabem que milhões de muçulmanos o querem”.

 

 

Neste sentido, Zawahiri criticou os EUA por lançarem ao mar o corpo do líder da Al Qaeda, uma ação contrária ao islamismo e que demonstra, em sua opinião, que os EUA “não respeitam o pacto de honra dos combatentes”.

    Você também pode gostar

    Assine nossa newsletter e
    mantenha-se bem informado