A rede terrorista Al Qaeda na Península Arábica assumiu hoje a autoria da tentativa de atentado contra um avião da companhia americana Northwest Airlines que fazia um voo entre Amsterdã e Detroit (Estados Unidos) no último dia 25.
Em comunicado divulgado em fóruns virtuais islâmicos, o grupo terrorista disse que a ação era uma represália “contra a injusta agressão contra a Península Arábica” e afirmou que a bomba não explodiu devido a uma “falha técnica”.
O comunicado da Al Qaeda foi apresentado com uma foto que parece ser do nigeriano Umar Farouk Abdulmutallab, que levava os explosivos e que foi chamado de “mártir” pelo grupo terrorista,
Para a Al Qaeda, a ação de Abdulmutallab foi perpetrada “com valentia e coragem”.
Segundo a nota, o nigeriano violou “todos os dispositivos e tecnologias e as barreiras de segurança nos aeroportos do mundo”, o que demonstra a “fragilidade” dos sistemas instalados nas terminais aéreos internacionais.
O texto diz que Abdulmutallab, de 23 anos, é “um jovem rico e ativo” e que manteve uma “coordenação direta” em sua operação com os combatentes islâmicos da Península Arábica, sediados no Iêmen.
A tentativa de atentado buscava punir os EUA por sua suposta participação em um recente bombardeio contra redutos da Al Qaeda no Iêmen, em operações “coordenada entre Iêmen, Estados Unidos, Arábia Saudita e vários países vizinhos”, acrescenta o comunicado.
O jovem nigeriano levava uma “bomba de alta tecnologia” que tinha sido testada e cuja eficácia supostamente estava demonstrada, de acordo com o comunicado, e que “não fez uma plena explosão por uma falha técnica”.
A nota declara “guerra total” contra os “exércitos dos cruzados”, em alusão às potências ocidentais, e também contra os “Governos títeres”, e pede que todos os muçulmanos se juntem a ela.
Informações publicadas nos EUA sustentam que o jovem nigeriano tinha mantido contatos com o clérigo iemenita nascido em território americano Anwar al Awlaki.
Este clérigo também teria ligações com Nidal Malik Hassan, o militar americano que em 5 de novembro matou 13 pessoas em uma base militar no Texas.
Em seu comunicado de hoje, a Al Qaeda na Península Arábica pede aos militares das potências ocidentais para que “sigam o exemplo” de Hassan “e matem todos os cruzados por todos os meios”.
Apesar das informações nos últimos dias sobre a morte de Awlaki em um bombardeio contra um reduto da Al Qaeda no Iêmen, fontes de um conselho local iemenita na região do ataque a negaram.