Um navio com 180 toneladas de ajuda humanitária chegou nesta quarta-feira ao porto de Misrata, que permanecia há quatro dias bloqueado devido às condições de insegurança, informou à Agência Efe o porta-voz da Organização Internacional das Migrações (OIM), Jean-Philippe Chauzy.
O navio fretado pela OIM atracou ao meio-dia no horário local no porto de Misrata, onde serão distribuídos alimentos de primeira necessidade, como arroz e açúcar, e provisões médicas, precisou Chauzy.
A embarcação deve retirar cerca de 1 mil refugiados, principalmente trabalhadores procedentes de países africanos, retidos em Misrata por causa do assédio e bloqueio há mais de dois meses das tropas do regime de Muammar Kadafi.
Nesta tarde, o navio zarpará de Misrata para Benghazi, cidade para qual serão levados os feridos mais graves, embora a OIM tenha denunciado na terça-feira que duas pessoas morreram esperando pela abertura do porto.
O porto representa o único acesso a Misrata e seus píeres foram bloqueados nos últimos quatro dias devido aos intermitentes e em algumas ocasiões muito violentos bombardeios das forças de Kadafi na região, além da presença de minas disseminadas em suas águas por navios do regime.
No entardecer de terça-feira, as condições de segurança melhoraram permitindo o acesso ao porto, o que confirmou a Otan, cujas as embarcações especializadas em rastrear minas no mar ainda trabalham para retirar a última mina que resta em suas águas.
A aliança anunciou que abriu no final da noite de terça-feira um corredor seguro para que os navios possam transitar.
Na semana passada, vários navios de Kadafi colocaram três minas nas águas do porto de Misrata, como denunciou a Otan, que conseguiu retirar dois artefatos até o momento.
Por sua vez, as autoridades rebeldes em Benghazi acusaram as tropas do regime de Kadafi de tentar impedir, com as minas e os intensos bombardeios sobre os píeres da cidade, a chegada de ajuda humanitária a Misrata, onde cada vez mais diminuem os artigos de primeira necessidade.