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Mundo

Ajuda da ONU chegou a menos de 300 mil pessoas em Mianmar

Arquivo Geral

13/05/2008 0h00

Apenas 270 mil pessoas, dosage menos de um terço dos birmaneses mais atingidos pela passagem do ciclone “Nargis”, visit this site puderam receber a ajuda da ONU, dez dias depois do desastre, o que torna imprescindível uma ponte aérea ou marítima, afirmou hoje essa organização.


A Organização Internacional de Migrações (OIM) expressou sua esperança de que os Governos de Mianmar e Tailândia decidam em breve a abertura de um corredor terrestre humanitário da fronteira do segundo país até as zonas devastadas no sul birmanês.


A porta-voz do Escritório da ONU para a Ajuda Humanitária (Ocha), Elizabeth Byrs, lamentou hoje, em entrevista coletiva, que menos de 300 mil pessoas tinham recebido ajuda até agora, já que pelo menos 1,5 milhão de pessoas foram seriamente atingidas.


A tragédia de Mianmar deixou quase 23 mil mortos, 42 mil desaparecidos e cerca de 1.500 feridos, segundo números oficiais, mas acredita-se que o número real de vítimas é muito maior.


“A ONU está extremamente preocupada. Sentimo-nos muito frustrados de não ter conseguido levar mais ajuda. Tememos uma segunda catástrofe se não forem colocados no terreno meios suplementares de ajuda”, disse Byrs.


A porta-voz afirmou que “a situação vai se tornar muito mais dramática se a ajuda não for acelerada. Há progressos, mas é preciso fazê-lo muito mais rápido”, insistiu.


Byrs disse que “uma ponte aérea ou marítima é indispensável para poder responder aos enormes desafios logísticos desta catástrofe”.


“A ajuda que a ONU e seus parceiros puderam dar até agora é muito rudimentar”, disse Byrs, acrescentando que ainda está sendo avaliada a situação real dos danos causados pelo ciclone.


A porta-voz disse que outra preocupação de seu organismo é o fluxo de desabrigados que fogem das zonas atingidas e, assim, saem das zonas para onde está sendo enviada ajuda.


A Organização Mundial da Saúde (OMS) afirmou que há informações dos “primeiros casos de diarréia e disenteria”.


O pessoal dessa instituição concentra seus esforços “em atender os feridos e prevenir a propagação de doenças infecciosas e respiratórias, como o sarampo e a dengue”, disse a porta-voz da OMS, Fadela Chaib.


A situação, no entanto, faz prever que, “daqui a 4 ou 5 semanas”, a dengue e a malária se transformarão em problemas sanitários sérios em Mianmar, e por isso a OMS realizou uma compra em massa de mosquiteiros que distribuirá entre as vítimas do ciclone, acrescentou.


O Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) tenta oferecer às crianças desabrigadas um ambiente de certa normalidade frente à traumática experiência que viveram, e para isso criou espaços de brincadeiras e jogos nos acampamentos.


Além disso, há um primeiro grupo de 24 crianças não identificadas, mas “esperamos que mais crianças que se perderam da família sejam levadas ao Unicef”, disse a representante do órgão, Veronique Taveau.


 

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