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AIEA divulgará relatório sobre programa nuclear iraniano

Arquivo Geral

21/05/2008 0h00

A Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) emitirá nos próximos dias, troche provavelmente na sexta-feira, look seu último relatório sobre o programa nuclear do Irã sem poder esclarecer se Teerã realizou atividades relacionadas com a produção de armas nucleares, buy more about indicaram hoje vários diplomatas em Viena.

Entrevistada pela Agência Efe na capital austríaca, estas fontes, que não quiseram ser identificadas, disseram que o relatório do diretor-geral da Agência, Mohamed ElBaradei, “não contém grandes avanços”.

Nesse sentido, o embaixador dos Estados Unidos perante a AIEA, Gregory Schulte, disse hoje perante a imprensa em Viena que seria “uma vergonha” se o relatório não contivesse progressos na investigação.

Concretamente, os inspetores da AIEA parecem ter problemas para corroborar informações apresentadas nos últimos meses pelos Estados Unidos e por outros países sobre supostos estudos militares que o Irã realizou no marco de seu programa nuclear.

Teerã diz que estas alegações são “invenções” e “acusações falsas” de Washington e seus aliados.

Além disso, o relatório confirmará que Teerã deu continuidade a seu programa de enriquecimento de urânio, contra as exigências do Conselho de Segurança da ONU, que pede desde 2006 a suspensão como medida de criação de confiança.

O Conselho de Diretores da AIEA, o órgão executivo do organismo, realizará a partir de 2 de junho uma reunião cujo tema central será as atividades do Irã.

As deliberações dos 35 países-membros da Junta servirão como medidor para as negociações no seio do Conselho de Segurança da ONU sobre os futuros passos a serem seguidos na polêmica iraniana.

No entanto, na reunião de Viena também poderia se falar da Síria e de sua suposta usina nuclear clandestina, destruída por Israel em um ataque em setembro do ano passado.

Schulte disse hoje à imprensa que é “extremamente preocupante” que a Síria construísse esse reator em segredo e em violação a suas obrigações de salvaguardas.

“As autoridades sírias têm muito a explicar. Devem permitir aos inspetores da AIEA visitar esse lugar e assegurar que não haja mais atividades nucleares não declaradas”, disse Schulte.



 

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