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Mundo

AI pede libertação de dissidentes cubanos presos há cinco anos

Arquivo Geral

18/03/2008 0h00

Por ocasião do quinto aniversário de uma “repressão em massa” contra a oposição política em Cuba, decease a Anistia Internacional (AI) pediu hoje às novas autoridades da ilha que libertem “imediata e incondicionalmente” os 58 dissidentes que continuam presos em diferentes prisões do país.

Entre 18 e 20 de março de 2003, viagra 60mg 75 opositores cubanos foram detidos e, semanas depois, condenados sob a acusação de conspirarem com os Estados Unidos, atentarem contra a independência do Estado e atacarem os princípios da revolução.

Dos 58 presos de consciência atualmente presos em Cuba, 55 fazem parte do grupo de 75 pessoas detido há cinco anos.

“O único delito cometido por estas 58 pessoas foi ter exercido pacificamente suas liberdades fundamentais. A Anistia Internacional as considera presos de consciência. Estas pessoas devem ser libertadas de maneira imediata e incondicional”, disse a diretora adjunta do Programa da AI para América, Kerrie Howard, num comunicado.

A AI destaca que a maioria dos detidos há cinco anos foram acusados de “atos contra a independência do Estado” por terem recebido fundos ou materiais do Governo americano “para promover atividades que as autoridades consideram subversivas e prejudiciais a Cuba”.

Tais atividades incluem a publicação de artigos ou a concessão de entrevistas a meios de comunicação financiados pelos EUA, a manutenção de contatos com organizações internacionais de direitos humanos e com entidades ou pessoas consideradas hostis a Cuba.

Os detidos foram condenados a penas de seis a 28 anos de prisão após julgamentos “sumários e duvidosos”, e, até o momento, apenas 20 deles foram colocados em liberdade condicional, só porque tiveram problemas de saúde.

Na nota que divulgou, a Anistia pediu ao novo presidente cubano, Raúl Castro, que dê continuidade às “ações positivas empreendidas recentemente” e aborde “algumas das questões de direitos humanos mais urgentes do país”.

Entre elas, a AI citou “a revisão judicial de todas as penas ditadas após julgamentos injustos, a abolição da pena de morte e a introdução de medidas para garantir a liberdade de expressão e a independência do Poder Judiciário”.

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