A Anistia Internacional pediu nesta sexta-feira ao Conselho de Segurança da ONU que imponha um embargo de armas à Líbia e advertiu que as violações dos direitos humanos cometidas no país não ficarão impunes.
Mediante uma nota emitida de Londres, a AI incentivou o Conselho de Segurança das Nações Unidas a levar o caso ao Tribunal Penal Internacional e impor um embargo de armamento imediato ao país norte-africano.
O presidente líbio, Muammar Kadafi, “e sua cadeia de comando têm que compreender que responderão por suas ações”, advertiu Salil Shetty, secretário-geral da AI.
Ressaltou que Kadafi e outros altos comandantes líbios “precisam entender que a realidade que enfrentam é a uma investigação e um processo judicial”.
“Isto deveria servir de atenção para os que dão as ordens e os que as executam: seus crimes não ficarão impunes”, alertou Shetty.
Para a AI, os membros do Conselho de Segurança da ONU têm que adotar medidas para frear “os horrorosos abusos que estão sendo cometidos nas ruas de Trípoli e em outros lugares da Líbia”.
A organização já fez um pedido parecido em 23 de fevereiro perante o Conselho de Segurança.
A AI também pediu o congelamento dos ativos de Kadafi, das pessoas vinculadas ao ditador e todos aqueles que violassem os Direitos Humanos.