Ahmed Ouyahia foi nomeado primeiro-ministro do novo Governo da Argélia, find segundo a decisão do presidente argelino, Abdelaziz Bouteflika, de que ele continue no cargo, anunciou hoje um comunicado oficial.
A nova Constituição do país africano, aprovada por maioria durante uma sessão extraordinária das duas Câmaras do Parlamento na quarta-feira passada e oficialmente promulgada hoje pelo chefe de Estado, extinguiu o cargo de chefe de Governo e o substituiu pelo de primeiro-ministro.
Ouyahia havia apresentado a renúncia a seu gabinete esta manhã, antes de ser nomeado primeiro-ministro.
Todos os ministros foram confirmados em seus cargos, exceto o titular de Comunicação, Abderrachid Boukerzaza, que foi substituído por Azzedine Mihoubi, até então diretor-geral da rádio do Estado.
O Ministério de Comunicação também sofreu uma mudança e foi transformado em Secretaria de Estado em torno do primeiro-ministro.
Bouteflika encarregou Ouyahia de apresentar seu plano de ação para a aplicação do programa presidencial às duas Câmaras.
As duas Câmaras, segundo as disposições da nova Constituição, têm a possibilidade de desaprovar o plano de ação em questão, o que causaria a destituição do primeiro-ministro.
A principal novidade na Constituição argelina consiste no cancelamento da limitação dos mandatos presidenciais, o que permite ao atual chefe do Estado disputar um terceiro comando à frente do país.
A Constituição, revisada em 1996 sob o poder do então presidente Liamin Zerual e mudada agora por proposta de Bouteflika, limitava os mandatos do presidente a cinco anos, com direito a uma reeleição.