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Ahmadinejad insiste no direito do Irã de construir 20 novas usinas nucleares

Arquivo Geral

08/12/2010 11h51

O Irã não renunciará aos seus direitos na questão nuclear e prosseguirá com seu plano para a construção de 20 novas usinas, reiterou nesta quarta-feira o presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad.

Em discurso proferido na cidade de Arak, no noroeste do país, o líder também pediu à comunidade internacional que colabore com o Irã em igualdade de condições.

“O Irã jamais dará um passo atrás na defesa dos direitos de seu povo na fabricação de combustível atômico, nem sequer em seu direito a enriquecer urânio a 20% e a construir novas usinas nucleares”, afirmou.

“Estamos abertos a colaborar com eles (os países ocidentais) para que venham construir as centrais. Se não, serão os jovens iranianos que erguerão em um futuro próximo todas as usinas que o país necessita”, acrescentou.

Ahmadinejad destacou ainda que “convém ao Ocidente colaborar com o Irã neste sentido”.

“O Irã está disposto a colaborar com a comunidade internacional na fabricação de produtos atômicos, na troca nuclear e na solução dos problemas do mundo”, afirmou o líder, que sugeriu a criação de um novo grupo que se chame “6+1” e que seja integrado pelas seis grandes potências mais o Irã.

O Irã e o denominado 5+1 – composto por Estados Unidos, Reino Unido, China, França, Rússia e Alemanha – retomaram na segunda-feira o diálogo nuclear em Genebra após quase 14 meses de interrupção.

A reunião foi finalizada nesta quarta-feira com uma proposta para prosseguir no final de janeiro em Istambul.

Na terça-feira, também na cidade de Arak, Ahmadinejad alertou a ONU para que suspenda as sanções sobre seu país se deseja que as negociações deem os frutos esperados.

“A nação iraniana está a favor do diálogo lógico e justo. Se eles negociarem com sinceridade, ajustados à lei, respeitando os direitos inalienáveis de nosso povo e esquecendo as decisões errôneas e as sanções, então o diálogo será construtivo”, afirmou.

Ahmadinejad advertiu, no entanto, que se o Irã se sentir enganado, dará a mesma resposta que deu até o momento à comunidade internacional.

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