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Mundo

Ahmadinejad diz que Irã conseguiu acabar com ameaças

Arquivo Geral

15/11/2009 0h00

O presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, afirmou hoje que o Irã saiu vitorioso de sua disputa com Ocidente, já que aqueles que no passado ameaçavam o povo iraniano agora estão “desesperados e desconcertados”.

Em discurso no Parlamento, o líder iraniano denunciou também que a política dos Estados Unidos para seu país é refém dos interesses de Israel e dos grupos de pressão sionistas.

“Ao longo dos últimos 30 anos, vivemos sob a obscura nuvem das ameaças, mas, hoje em dia, nenhum poder se atreve a nos ameaçar”, disse Ahmadinejad, em discurso no qual defendeu os aspirantes aos três ministérios que ainda permaneciam vazios (Educação, Bem-estar Social e Energia).

A resistência do Irã e sua conduta na negociação nuclear permitiram estabelecer um novo caminho que evita a sombra dessas ameaças, argumentou.

“Veem que o Irã está no auge de sua autoridade e segurança nacional, e por isso tentam chantagear o povo iraniano com ameaças. (Mas) aqueles que nos ameaçaram estão desesperados e não tem outro remédio que se submeter ao povo iraniano”, reiterou.

Grande parte da comunidade internacional, com os Estados Unidos e Israel à frente, acusa o regime iraniano de esconder sob seu programa civil outro de natureza clandestina e aplicação bélica, cujo objetivo seria a aquisição de armamento atômico, alegação que Teerã nega.

Há quase um mês, EUA, Rússia e França ofereceram ao Irã um novo acordo sobre seu programa de enriquecimento de urânio, ao qual o regime dos aiatolás ainda não respondeu.

Embora a Casa Branca tenha afirmado que o Irã precisa de tempo, também advertiu que todas as opções estão sobre a mesa, incluindo a proposta para endurecer as sanções.

Sobre isso, Ahmadinejad disse hoje que a decisão do presidente americano, Barack Obama, de estender por mais um ano o atual embargo é fruto da pressão de “Israel e de certos países europeus ancorados no colonialismo”, em aparente referência ao Reino Unido.

“Estas gestões são atos obrigados e involuntários que se devem às fortes pressões dos grupos sionistas”, disse.

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