O presidente do Irã, no rx Mahmoud Ahmadinejad, decease admitiu hoje que seu país sofre problemas econômicos, e pediu ao Parlamento para que colabore com o Governo a fim de encontrar uma “solução islâmica”, já que, segundo ele, as teorias ocidentais “não são adequadas” ao país.
Ahmadinejad fez o pedido em um discurso na primeira sessão da 8ª Legislatura da República Islâmica, eleita nas eleições de 14 de março, quando a corrente conservadora obteve a maioria das 290 cadeiras da Assembléia Consultiva Islâmica.
“O povo está sofrendo com a inflação, a desordem fiscal, a divisão injusta dos subsídios, a desordem na repartição das facilidades bancárias e a desvalorização da moeda”, disse o presidente iraniano.
“A solução para essas questões deve ser prioridade para todas as instituições” acrescentou Ahmadinejad, após reiterar que “as teorias econômicas capitalistas não devem ser adequadas”.
“Devem ser aplicadas soluções islâmicas e nacionais”, afirmou.
Ahmadinejad se referiu à situação econômica dos Estados Unidos, e disse que “as teorias econômicas na América fizeram com que mais de 40 milhões dos 280 milhões de habitantes do país ficassem abaixo da linha de pobreza”.
A crise econômica, o incessante aumento dos preços da habitação e dos produtos básicos e a inflação incontrolável – mais de 20% – centraram a campanha eleitoral dos vários partidos políticos iranianos durante as eleições de março.
As críticas à atuação econômica do Governo de Ahmadinejad continuam crescendo no país, e os analistas acreditam que os problemas econômicos serão um ponto de tensão permanente entre o Executivo e o Parlamento, já que a maioria dos tradicionalistas eleitos no último pleito não apóia o presidente.
Conscientes da situação, Ahmadinejad e o líder supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei, destacaram hoje no Parlamento a necessidade de evitar divergências e a importância da cooperação entre os poderes Executivo e Legislativo.