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Agenda de diálogo inclui plano Arias modificado, diz chanceler da Costa Rica

Arquivo Geral

08/10/2009 0h00

O diálogo que começou hoje sobre a crise política que vive Honduras alcançou acordos sobre procedimentos e agenda, que inclui a eventual firma de um plano como o proposto pelo presidente da Costa Rica, Óscar Arias, mas modificado, informou o chanceler costarriquenho, Bruno Stagno.

Stagno indicou que a mesa de diálogo acordou uma “agenda básica” cujo primeiro ponto é a eventual firma do Acordo de San José proposto por Arias, mediador na crise, e em segundo lugar a integração de comissões para “modificar” dito documento.

O funcionário faz parte de uma missão de chanceleres da Organização dos Estados Americanos (OEA) que acompanha o processo de negociação,

O terceiro ponto da agenda é um “novo pacto político-social” cuja definição ficará a cargo de “outros atores” posteriormente, disse o chanceler costarriquenho durante uma visita da missão ao presidente de facto, Roberto Micheletti, na Casa Presidencial.

O Acordo de San José inclui a restituição condicionada de Zelaya, deposto dia 28 de junho, a conformação de um Governo de reconciliação nacional, uma anistia política e uma verificação internacional, entre outros pontos.

Quanto a procedimentos, um dos acordos é sobre “como se vai a moderar o diálogo” e que este será “rotatório” entre os representantes de Micheletti e de Zelaya, acrescentou Stagno.

Outro acordo, acrescentou, é pedir à OEA sua assistência em questões de logística e técnicas, assim como para a elaboração de documentos.

O chanceler costarriquenho apontou que “seguem algumas diferenças sobre a hierarquia” dos artigos do Acordo de San José, pois uns “privilegiam” a reinstalação de Zelaya no poder e outros priorizam assuntos como as eleições de novembro próximo.

Stagno lembrou que Arias “desde o primeiro momento” disse que sua proposta “não está escrita em pedra”, pelo que pode ser modificada por ambas partes no diálogo.

Os membros da missão estão “comprazidos que se instalou este diálogo entre hondurenhos” e “encorajados” pela atitude amistosa que se mostraram mutuamente os delegados de Micheletti e Zelaya, acrescentou o chanceler da Costa Rica.

Por sua parte, a chanceler do México, Patricia Espinosa, disse a Micheletti que este “é um momento crucial, onde se estão dando passos adiante de uma maneira decidida”.

“Não viemos a impor nenhum tipo de solução”, mas “estamos comprometidos a acompanhar este processo, nosso papel é de ajudar a dar garantias que os acordos se possam cumprir”, enfatizou.

Depois de se reunir com Micheletti, a delegação da OEA manteve um encontro de outras duas horas com Zelaya na Embaixada do Brasil em Tegucigalpa, onde este permanece desde 21 de setembro, mas seus membros não fizeram declarações à imprensa.

Os delegados de Micheletti no diálogo são a ex-presidente de a Corte Suprema de Justiça Vilma Morales, o empresário Arturo Currais e ao advogado Armando Aguilar, enquanto a Zelaya o representam seus ministros de Governo, Víctor Meza, e de Trabalho, Mayra Mejía, e o sindicalista Juan Barahona.

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