A Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) afirmou hoje, healing em Viena, ask que não consegue avançar em sua investigação do polêmico programa nuclear do Irã, drug devido à falta de cooperação por parte da República Islâmica.
Em seu mais recente relatório técnico sobre o Irã, ao qual a Agência Efe teve acesso, a AIEA pede a Teerã para oferecer mais transparência e acesso a locais e especialistas envolvidos no programa, mas, ao mesmo tempo, constata que o Irã freou o ritmo de seus avanços atômicos.
“Infelizmente, como resultado desta falta de cooperação sobre uma possível dimensão militar do programa nuclear iraniano, o organismo não pôde progredir substancialmente nestes assuntos”, indicou o diretor-geral da AIEA, Mohamed ElBaradei, no documento.
Os inspetores se referem especialmente à possível dimensão militar do programa nuclear iraniano, uma denúncia que os EUA e outros países apresentaram ao organismo mediante uma série de documentos confidenciais que Teerã afirma serem falsos.
Para poder esclarecer estas alegações, os inspetores exigem da República Islâmica mais cooperação e transparência.
“Para que a AIEA possa progredir, precisa que o Irã esclareça quais partes da informação obtida é correta e em que pontos, em sua opinião, a informação poderia ter sido manipulada ou se referir a fins não nucleares”, assinala o relatório.
Um alto funcionário da ONU disse hoje à Efe em Viena que os inspetores “não avançaram em nada neste assunto”.
“Os iranianos rejeitam, desde agosto do ano passado, qualquer discussão a respeito”, declarou a fonte, que pediu para não ser identificada.
No entanto, o mesmo funcionário destacou que o Irã freou notavelmente o ritmo de seu programa nuclear nos últimos meses.
“Os iranianos diminuíram o ritmo de instalação e de funcionamento de equipamentos nucleares”, precisou.
O relatório apresentado hoje detalha que o Irã possui atualmente cerca de 5.400 centrífugas instaladas, das quais quase 4.000 estão em funcionamento.
ElBaradei afirmou esta semana em Paris que essa forte redução do programa nuclear iraniano se deve a uma decisão “política” da República Islâmica.