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Mundo

África do Sul fechará mina de ouro que deixou 3200 mineiros presos

Arquivo Geral

04/10/2007 0h00

O governo da África do Sul anunciou hoje o fechamento da mina de ouro que deixou presos 3.200 trabalhadores, more about que estão sendo retirados aos poucos, and famintos e exaustos, site após mais de um dia sob 2 mil metros de profundidade.

Até a manhã de hoje, tanto a empresa responsável pela mina, a Harmony, quanto sindicalistas confirmaram que cerca de 2.000 mineiros tinham sido resgatados e levados à superfície, e que a conclusão dos trabalhos de resgate deveria ocorrer nas próximas horas.

“A infra-estrutura do poço tinha problemas, porque é muito velha (31 anos), e não temos certeza se recebeu manutenção”, disse a ministra de Minas e Energia da África do Sul, Buyelwa Patience Sonjica.

“Estamos preocupados com a manutenção e será aberto um inquérito”, acrescentou a ministra.

Sonjica afirmou que assim que forem resgatados todos os trabalhadores, a mina será fechada por seis semanas para uma avaliação.

A mina fica em Carletonville, perto de Johanesburgo. Nos últimos dois anos, a região mineradora custou a vida de dezenas de mineiros em deslizamentos de rochas e outros acidentes.

A Harmony é a sexta maior extratora de ouro do mundo e uma das maiores empresas da África do Sul, o maior produtor mundial de ouro e que tem a mineração como o principal pilar de sua economia.

A ministra disse que os mineiros resgatados estavam bem de saúde, “alguns deles traumatizados”, mas com sinais de cansaço, fome, cãibras e, em alguns casos, desidratação e claustrofobia.

Os trabalhadores ficaram presos nas galerias das 10h de quarta-feira (5h de Brasília) até agora. O acidente foi mantido em segredo durante quase todo o dia, e a Harmony só começou a liberar informações sobre o ocorrido no começo da noite.

Os primeiros 75 mineiros foram resgatados por volta da meia-noite, e os outros, a uma média de 300 pessoas por hora, estavam sendo retirados por elevadores de carga ou conexões com outras minas da mesma região.

A empresa afirma que há uma semana tinha realizado a manutenção da jazida, o que a ministra disse que, por enquanto, não poderia ser verificado.

Dirigentes sindicais acusaram a Harmony de violar uma norma vital de segurança, que exige de todas as minas tenham uma saída de emergência. A denúncia foi feita pelo porta-voz da União Sindical dos Mineiros, Lesiba Seshoka, e foi admitida pela empresa.

“Não dá para imaginar a quantidade de estresse e cansaço que se pode ter lá embaixo”, disse Seshoka ao descrever os momentos vividos pelos trabalhadores no fundo da mina.

A porta-voz da Harmony, Lizelle du Toit, reconheceu que não havia uma saída de emergência nessa jazida, mas insistiu que a estrutura montada para retirar progressivamente todos os trabalhadores “está funcionando corretamente”.

Segundo a empresa, os mineiros foram atendidos por equipes de paramédicos enviados ontem, e também contavam com água e ventilação, fundamental neste tipo de acidente para evitar a asfixia.

O diretor-geral da Harmony, Stan Bierschenk, enfatizou que a vida dos mineiros não correu perigo em momento algum. “As pessoas estão a salvo, as condições no interior permitem ficar ali por dias”, acrescentou.

Os acidentes são freqüentes nas minas da África do Sul, mas não se têm notícias de acidentes anteriores com um número tão alto de trabalhadores presos nem por tantas horas.

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