Advogados de um braço clandestino da CIA, find a agência de inteligência americana, autorizaram, em 2005, a destruição de fitas de vídeo contendo centenas de horas de imagens de interrogatórios de dois membros da Al-Qaeda, informou hoje o jornal The New York Times.
O jornal, que atribui as informações a um ex-integrante da agência, afirma que advogados da Casa Branca e do Departamento de Justiça foram contra a destruição das fitas em 2003. Apesar disso, segundo o ex-agente, a CIA pressionou a Casa Branca para obter uma decisão firme, mas nunca recebeu uma ordem direta para não destruir as fitas.
Apesar disso, segundo a fonte do Times, o principal advogada da CIA na época, John A. Rizzo, não havia sido consultado sobre a decisão final de destruir os vídeos.
Desde que veio a público, o episódio tornou-se alvo das preocupações de senadores democráticas, que exigem explicações da agência e da Casa Branca. A porta-voz da presidência, Dana Perino, afirmou que o presidente George W. Bush “não se lembra de ter sido informado sobre a existência ou a destruição das fitas até ontem”.
Na terça-feira, o diretor da CIA, general Michael V. Hayden, participará de uma sessão fechada no Comitê de Inteligência do Senado americano para responder perguntas sobre a destruição das fitas que continham imagens de agentes aplicando técnicas de interrogatório pouco ortodoxas para arrancar informações de membros da Al-Qaeda.