Mohammad Mostafaei, advogado de Sakineh Ashtiani, que foi condenada à morte no Irã, se reunirá com o papa Bento XVI, a quem pedirá ajuda para melhorar a situação dos direitos humanos em seu país.
“Na semana que vem me encontrarei com ele”, disse à Agência Efe Mostafaei, que teve que deixar seu país depois que o caso de Sakineh adquiriu repercussão internacional.
O advogado, que atualmente vive exilado na Noruega com sua mulher e sua filha, destacou que quando uma vida corre perigo é preciso solicitar a ajuda que for necessária.
“Eu, na qualidade de ativista, pedi ajuda e continuarei pedindo a vários organismos, inclusive ao papa, com quem me encontrarei na semana que vem para melhorar a situação dos direitos humanos no Irã”, declarou.
Sakineh, de 43 anos e mãe de dois filhos, foi condenada à morte em 2006 por manter relações com dois homens após a morte de seu marido, o que, segundo as leis do país, é considerado adultério.
Posteriormente, ela foi acusada de ser cúmplice no assassinato de seu marido. Sakineh permanece na prisão à espera da sentença.
O Irã negou que ela será apedrejada, alegando que, embora o sistema judiciário iraniano contemple essa forma de punição, ela já não é mais aplicada no país.
O advogado ressaltou que “a situação de Sakineh é específica, mas há muitos outros casos de apedrejamentos e execuções”.
“Minha intenção é ir a distintas autoridades da comunidade internacional para que tomem decisões que melhorem a situação de outras vítimas e se conquistem maiores liberdades”, acrescentou.