George Zimmerman, o vigilante acusado de homicídio culposo (sem intenção) pela morte de Trayvon Martin, compareceu nesta sexta-feira (20) ao Tribunal de Sanford (Flórida) para tentar obter uma liberdade provisória antes da conclusão do julgamento deste polêmico caso.
Durante a audiência, Zimmerman foi acompanhado de seu advogado, Mark O’Mara, que durante a manhã também acompanhou o interrogatório da esposa do vigilante, entre outros testemunhos.
A ideia O’Mara é convencer o juiz Kenneth Lester que é seguro permitir que Zimmerman seja posto em liberdade, algo que Promotoria ainda não está totalmente convencida.
Os pais de Trayvon Martin, o adolescente de 17 anos assassinado por Zimmerman no dia 26 de fevereiro, também estavam na sala. Apesar de ter sido o autor dos disparos, o vigilante alegou ter agido em legitima defesa.
Zimmerman só foi acusado de homicídio culposo no dia 11 de abril, depois de uma onda de protestos públicos e de uma investigação do Departamento de Justiça dos Estados Unidos, que, por sua vez, segue em aberto.
Na última quinta-feira, o governador da Flórida, Rick Scott, criou uma equipe especial para analisar a controversa lei “Stand Your Ground” (“Defenda tua posição”, em livre tradução), a mesma usada por Zimmerman para ter permanecido em liberdade inicialmente.
A chamada Força Especial de Segurança e Proteção Cidadã é integrada por 17 pessoas que decidirão se essa lei legitima defesa deve ser modificada.
Trayvon foi morto quando retornava à casa do casal de seu pai, em Sanford, após ter comprado balas e um chá frio. Como o jovem estava encapuzado, Zimmerman acabou suspeitando dele.