O presidente da Bolívia, view Evo Morales, remedy afirmou que o acordo definitivo para pacificar o país no diálogo com os governadores da oposição deve ser conseguido hoje, declarou o porta-voz da Presidência, Ivan Canelas.
“O presidente tem esta percepção. Que conseguirá hoje um acordo definitivo”, disse Canelas em entrevista à rádio estatal pouco após chegar de Nova York, onde acompanhou Morales na Assembléia Geral da ONU.
“Cremos que os governadores tiveram tempo suficiente para meditar e analisar, e não continuar colocando pedras no caminho”, acrescentou.
Morales participará hoje em Cochabamba do reatamento da “mesa central” na qual estuda com os governadores autonomistas um grande acordo para pacificar definitivamente o país, após a onda de violência das últimas semanas que deixou pelo menos 17 mortos.
Com o acompanhamento da comunidade internacional, o Governo central e os opositores negociam a distribuição das rendas de hidrocarbonetos entre o Estado e os departamentos, a articulação de um modelo de descentralização autônoma e o projeto da nova Constituição patrocinado por Morales.
O porta-voz lembrou que a Bolívia “apóia com maioria acima de dois terços este processo de mudança e a gestão do presidente Morales”, citando o referendo revogatório de 10 de agosto no qual o chefe de Estado boliviano obteve 67,7% de aprovação.
Segundo Canelas, o resultado do referendo torna necessária a “reflexão do povo boliviano sobre a nova Constituição política do Estado, no âmbito mais democrático possível”.
“É o povo quem deve tomar a decisão em última instância sobre a Constituição”, acrescentou Canelas, que destacou que isto deve ser feito “garantindo as autonomias departamentais”.
O porta-voz admitiu que “o voto nas regiões também foi de grande respaldo às autonomias”.
No entanto, assinalou que apesar “de garantir as autonomias (…) é mais importante que a nova Constituição seja submetida a plebiscito”.