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Mundo

10 mil grávidas precisam de atendimento médico em Porto Príncipe

Arquivo Geral

22/01/2010 0h00

Cerca de 10 mil mulheres grávidas em Porto Príncipe, das 63 mil que esperam crianças na capital do Haiti, necessitam atendimento médico por causa de complicações na gestação, informou hoje o Fundo das Nações Unidas para a População (UNFPA).

A organização estima que 7 mil mulheres dêem à luz em fevereiro e lembra que, mesmo antes do terremoto, o Haiti já era o lugar mais perigoso do hemisfério ocidental para engravidar, pois uma em cada 47 haitianas arriscava a vida no parto.

A UNFPA afirmou em comunicado que já distribuiu no Haiti pacotes com material “de saúde reprodutiva”, os quais incluem remédios que suprem as necessidades ginecológicas femininas e que ajudariam até 150 mil mulheres.

Do mesmo modo, anunciou que nos próximos dias chegarão mais caixas com fraldas, lenços e sabões, para manter “a dignidade” das famílias.

Além disso, a entidade falou sobre a necessidade de prevenir a possível expansão da violência de gênero em uma situação de crise, estabelecendo “espaços seguros” às mulheres que foram vítimas de maus-tratos.

O terremoto, de 7 graus na escala Richter, aconteceu às 19h53 (Brasília) do dia 12 e teve epicentro a 15 quilômetros da capital, Porto Príncipe. Em declarações à Agência Efe, o primeiro-ministro do Haiti disse que o número de mortos superará 100 mil.

Pelo menos 21 brasileiros morreram na tragédia, 18 militares e três civis, entre eles a médica Zilda Arns, fundadora e coordenadora da Pastoral da Criança, e Luiz Carlos da Costa, o segundo civil mais importante na hierarquia da ONU no Haiti.

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