Os ministros de Economia dos países da zona do euro aprovaram nesta sexta-feira (21) a concessão do sexto lote do plano de resgate financeiro à Grécia, que chega a 8 bilhões de euros.
A decisão da zona do euro ocorre após o grupo conhecido como “troika”, formado pelas três instituições responsáveis pelo resgate – Comissão Europeia, Banco Central Europeu (BCE) e Fundo Monetário Internacional (FMI) -, apresentar seu relatório sobre a situação econômica da Grécia.
“Concordamos em respaldar o desembolso do próximo lance de assistência financeira à Grécia no contexto do atual programa de ajuste econômico”, informou o Eurogrupo em comunicado.
A decisão ainda tem que receber o sinal verde do FMI. “O desembolso deve acontecer na primeira metade de novembro, pendente da aprovação do conselho do FMI”, afirmaram os ministros de Economia.
Para garantir a sustentabilidade da dívida, os ministros esperam concluir um segundo programa de ajuste para a Grécia, com uma combinação apropriada de financiamento oficial adicional e participação do setor privado.
Os 17 membros da zona do euro declararam, além disso, que examinaram os resultados da quinta revisão do programa de ajuste econômico para a Grécia, baseado em um relatório de cumprimento do plano de ajuste e das reformas estruturais e em uma análise sobre a sustentabilidade da dívida.
“A situação macroeconômica se deteriorou desde a quarta revisão e os desafios econômicos continuam sendo grandes”, acrescentou o comunicado, no qual, no entanto, não se menciona o aumento da participação do setor privado que seria necessário e a fatia maior que os credores teriam que assumir.
No entanto, os ministros demonstraram sua satisfação pelos esforços de consolidação fiscal do Governo grego, que permitirão cumprir os objetivos para 2012.
“Damos as boas-vindas em particular às medidas aprovadas pelo Parlamento grego ontem. Pedimos às autoridades gregas que façam mais progressos com o início de reformas estruturais e do programa de privatização”, destacaram os ministros.
O Parlamento grego aprovou na quinta-feira as medidas de austeridade mais recentes que o Governo deve aplicar para receber outro lance da ajuda internacional, durante um novo dia de greve geral no qual foram registrados violentos confrontos e a morte de um sindicalista, que sofreu uma parada cardíaca.
Entre as medidas aprovadas com o apoio de 154 deputados socialistas e o voto negativo de 144 opositores, se destacam uma taxa especial sobre imóveis, uma redução do nível mínimo a partir do qual se deve pagar o imposto de renda e um encargo solidário especial para 2011 e 2012.
Também está previsto o corte das pensões de funcionários públicos e a eliminação de quase todos os complementos que esses trabalhadores ganhavam à margem de seus salários. Além disso, cerca de 30 mil empregados do Estado serão demitidos no ano que vem.