O crédito oferecido pelo sistema financeiro brasileiro fechou o primeiro semestre do ano com recorde de R$ 1,53 trilhão (US$ 955,625 bilhões), equivalente a 45,7% do Produto Interno Bruto (PIB), informou hoje o Banco Central.
Esse total de recursos emprestados pelos bancos a empresas e consumidores é o maior na história do país e vem crescendo gradualmente há meses, especialmente após a superação da crise econômica global.
O volume de crédito em junho cresceu 2% em comparação com maio deste ano e 19,7% frente ao mesmo mês de 2009.
A expansão permitiu que o valor saltasse do equivalente a 41,8% do PIB em junho do ano passado, para 45,2% em maio e 45,7% no mês passado.
Na percepção do organismo emissor, a expansão do crédito foi impulsionada pelos empréstimos para a aquisição da casa própria e para o financiamento para investimentos no setor produtivo.
O aumento do crédito se transformou em um dos principais impulsionadores do crescimento da economia brasileira, que neste ano atingirá 7%, como preveem os economistas dos bancos.
Segundo o Banco Central, os brasileiros continuam tomando empréstimos apesar da taxa de juros real do país (já descontada a inflação) estar entre as maiores do mundo.
A taxa média de juros para o crédito no país era de 34,6% no ano em junho, de acordo com a autoridade monetária.
Apesar disso, a taxa de inadimplência caiu levemente de 5,1% do total dos empréstimos em maio para 5% em junho.