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Economia

Vendas do Tesouro Direto batem recorde de R$ 12,02 bilhões em janeiro

O maior volume desde a criação do programa em 2002 foi impulsionado por títulos atrelados à Selic em meio a juros altos.

Redação Jornal de Brasília

25/02/2026 16h00

Foto: José Cruz/Agência Brasil

Foto: José Cruz/Agência Brasil

As vendas de títulos públicos pelo Tesouro Direto atingiram recorde em janeiro, com R$ 12,02 bilhões, o maior volume desde a criação do programa em 2002, conforme divulgado pelo Tesouro Nacional.

O valor representa um aumento de 26,9% em relação a dezembro, quando as vendas somaram R$ 9,47 bilhões, e de 37,21% ante janeiro do ano anterior. O recorde anterior havia sido registrado em março do ano passado, com R$ 11,69 bilhões.

Os títulos mais procurados foram os vinculados aos juros básicos, cuja participação nas vendas chegou a 48,9%. Em seguida, os papéis corrigidos pelo IPCA representaram 28,2%, enquanto os prefixados totalizaram 15,1%. O Tesouro Renda+, destinado ao financiamento de aposentadorias e lançado no início de 2023, correspondeu a 6,4% das vendas. Já o Tesouro Educa+, criado em agosto de 2023 para poupança de ensino superior, atraiu 1,5%.

O interesse por papéis atrelados aos juros básicos é atribuído ao alto nível da Taxa Selic, que estava em 10,5% ao ano até setembro de 2024 e foi elevada para 15% ao ano. Além disso, os títulos indexados à inflação têm atraído investidores devido à expectativa de alta no IPCA nos próximos meses.

O estoque total do Tesouro Direto alcançou R$ 220,24 bilhões no fim de janeiro, alta de 3,28% em relação a dezembro (R$ 213,24 bilhões) e de 37,75% na comparação com janeiro do ano passado (R$ 159,88 bilhões). Essa expansão ocorreu pela correção pelos juros e porque as vendas superaram os resgates em R$ 4,88 bilhões.

No mês, 330.786 novos investidores aderiram ao programa, elevando o total para 34.587.727 participantes. O número de investidores ativos chegou a 3.454.385, com alta de 14,73% em 12 meses. Nos últimos 12 meses, o total de investidores cresceu 9,83%.

A preferência por pequenos investimentos é evidente: 77,5% das 1.305.976 operações de vendas em janeiro foram de até R$ 5 mil, sendo 55,7% de até R$ 1 mil. O valor médio por operação foi de R$ 9.207,33.

Quanto ao prazo, os títulos de cinco a dez anos representaram 40,6% das vendas, seguidos por prazos de até cinco anos (39,9%) e acima de dez anos (19,5%).

O Tesouro Direto, criado em 2002 para democratizar o acesso a títulos públicos via internet, sem intermediação de agentes financeiros, cobra apenas taxa da B3. A venda de títulos é uma forma do governo captar recursos para dívidas e compromissos, devolvendo o valor acrescido de juros variáveis conforme o tipo de papel.

Com informações da Agência Brasil

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