As vendas físicas no comércio da capital paulista cresceram menos que o esperado no Natal, search shop período em que predominou a venda de produtos importados de menor valor. Apesar da performance, shop a Associação Comercial de São Paulo (ACSP) prevê que o setor deva fechar o ano com expansão ligeiramente superior à de 2005.
As vendas em dezembro, page até o dia 24, subiram 5,7 por cento sobre igual período do ano passado, informou a associação nesta terça-feira. A expectativa era de uma evolução nas vendas de 7 a 8 por cento no período.
"Ficou abaixo do que a gente esperava no início do ano… Teve um volume maior de vendas, por isso cresceu, mas o valor caiu", disse a jornalistas Guilherme Afif Domingos, presidente da ACSP.
"Houve uma invasão de produtos importados com valores dramaticamente menores e há uma queixa dos comerciantes sobre suas margens de lucro", acrescentou.
Embora se queixe da venda de produtos importados com preços mais baixos, a ACSP não possui dados sobre o faturamento dos lojistas durante as compras para o Natal. A pesquisa da associação apura apenas o volume de vendas físicas.
O prognóstico da entidade para o crescimento das vendas neste mês é de 5 por cento sobre o mesmo intervalo do ano passado, quando houve expansão de 5,4 por cento.
Para 2006, a ACSP espera que as vendas subam 4,7 por cento, acima da taxa de 4,4 por cento apurada no ano passado. Apesar da leve aceleração, Afif disse que o setor tem potencial para crescer mais e considerou fraco o avanço.
Para 2007, a previsão de Afif é de "crescimento ainda fraco das vendas no comércio", já que o setor tende a acompanhar o ritmo de expansão da economia, refletido sobre a renda do consumidor.
"O crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) abaixo de 3 por cento, previsto para este ano, representa um crescimento medíocre da renda per capita… a renda está sendo achatada."
Além da fraca expansão econômica, Afif citou a carga tributária alta como fator para reduzir a renda, ressaltando que o impostômetro – painel no centro de São Paulo que mede os impostos pagos pelos brasileiros desde o início deste ano – atingiu nesta manhã a cifra de 800 bilhões de reais.