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Economia

Vendas de carro popular caem no DF

Arquivo Geral

31/08/2010 9h37

 

Da Redação

redacao@jornaldebrasilia.com.br

 

As principais vantagens do carro dito popular, aquele com o motor 1.0, como Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA), seguro e manutenção mais baratos, parecem já não fazer tanta diferença diante dos benefícios de se ter veículo mais potente. E exatas duas décadas de sua chegada ao mercado nacional, com o Uno Mille, apesar de continuarem como preferência nacional, eles começam a perder espaço para modelos mais possantes. Desde abril deste ano, por exemplo, época em que o governo retomou a cobrança total do Imposto sobre Produto Industrializado (IPI), os carros 1.0 perderam 10% de sua fatia de mercado, passando de 70% dos carros comprados no DF para 60%. 

 

A analista de Tecnologia da Informação Naira Ilvana, 26 anos, foi um dos consumidores que optaram pela troca. O primeiro carro de Naira foi um Uno 1.0, modelo antigo. Após um acidente de trânsito, com perda total, ela se viu obrigada a adquirir novo carro. Ao saber que a diferença entre um Novo Uno 1.4 ou 1.0 era de R$ 4 mil, ela preferiu o 1.4. “É mais veloz, responde mais rápido. Não sei ainda em relação ao consumo de combustível, ainda não tive tempo de avaliar”, conta Naira, que está de carro novo desde sexta-feira.

 

O gerente comercial de uma concessionária da Fiat em Brasília confirma. “A diferença entre modelos idênticos e com os mesmos opcionais fica em torno de R$ 3 mil. Ao final, diluído no financiamento, esse valor não faz tanta diferença”, constata. Para se ter uma ideia, a diferença entre um Fiesta (da Ford) 1.0 e um com motor 1.4 é de R$ 2 mil.  De acordo com o diretor de vendas do Sindicato dos Concessionários e Distribuidores de Veículos Autorizados do DF (Sincodiv), Hélio Aveiro, um modelo básico 1.0 custa, em média, 10,5% mais barato que o idêntico com motor 1.6. “O valor é baixo, quando se considera que os mais caros têm acessórios de fábrica, que aumentam o conforto, e que o valor a mais é irrelevante nas prestações.”

 

Leia mais na edição desta terça-feira (31) do Jornal de Brasília.

 

 

 

 

 

 

 

 

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