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Economia

Vale prevê para janeiro conclusão do financiamento da Inco

Arquivo Geral

24/11/2006 0h00

Está praticamente concluído o financiamento da Companhia Vale do Rio Doce para alongar o prazo do empréstimo-ponte utilizado para a compra da produtora canadense de níquel Inco, website like this buy no valor de 15, price 6 bilhões de dólares.

Segundo o presidente da Vale, Roger Agnelli, somado ao lançamento de bônus anunciado na semana passada, no valor de 3,75 bilhões de dólares, e à emissão de debêntures que está em andamento, que poderá atingir 7 bilhões de reais, a empresa prevê o lançamento de algumas operações estruturadas no valor entre 5 e 6 bilhões de dólares.

"Podem ser recebíveis, podem ser um monte de coisa, está no processamento das operações…já tem oferta firme de bancos para comprar tudo", afirmou Agnelli, que também não descartou a possibilidade de emissão de bônus perpétuos.

"Acreditamos que estaremos fazendo a rolagem do empréstimo para no mínimo 10 anos", antecipou o executivo em relação ao empréstimo-ponte com prazo de 2 anos feito com 37 bancos.

A compra do controle da Inco, concretizada em outubro deste ano, elevou a Vale de quinta para segunda maior mineradora integrada do mundo. Já foram adquiridos 87 por cento das ações da companhia e a previsão é de que até janeiro seja concluída a compra de 100 por cento.

Agnelli mais uma vez comemorou a compra da nova unidade, que posteriormente poderá agregar todos os projetos de níquel da empresa e, segundo fontes, virar uma subsidiária da Vale negociada na Bolsa de Londres junto com outros ativos não-ferrosos, como cobre e alumínio.

"Não tenho nada a dizer, nem que sim nem que não", disse Agnelli ao ser perguntado se confirmava a informação.

Ele confirmou que está negociando com o governo da Indonésia sobre uma possível obrigatoriedade de fazer oferta pública de compra de ações dos minoritários de uma subsidiária da Inco naquele país, mas explicou que se tiver que fazer a operação não será problema, já que o negócio giraria no máximo em torno de 500 milhões de dólares.
"A gente está conversando com o governo para entrar como exceção, até porque o preço das ações no mercado estão bem acima do que a gente teria que oferecer", explicou.

Já sobre a mina da Inco em Nova Caledônia, Goro, que enfrenta protestos locais por possíveis danos ao meio ambiente, Agnelli se disse bastante animado com o que viu na última semana e espera chegar a um acordo.

"Cheguei de lá na terça-feira e fique entusiasmado com o tamanho das reservas…são reservas para 100 anos, e de um minério bem parecido com o daqui", informou.

Ele explicou que está pedindo ao governo uma licença para barragem de rejeitos e, assim como faz no Brasil, irá conversar com as comunidades próximas ao projeto para encontrar uma solução e operar normalmente.

"Queremos acelerar o projeto e acredito que não teremos dificuldade", disse em relação ao empreendimento de 3 bilhões de dólares, "metade do PIB da Nova Caledônia", informou. Em janeiro o executivo voltará ao país para uma nova visita à planta.

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