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Economia

Uma ligação feita de um celular no avião custa o mesmo que uma chamada internacional

Arquivo Geral

08/11/2010 8h20

Durante anos, o uso de celular a bordo de aviões foi proibido por motivos de segurança. Com os avanços tecnológicos, o comportamento e as preferências do consumidor é que estão determinando a liberação de conversas telefônicas a 4 mil metros de altura.

 

O serviço que permite ao passageiro falar ao celular durante o voo em aeronaves comerciais começou a ser oferecido pela TAM em 28 de outubro, em uma única aeronave, mas a ampliação dependerá da aceitação e da demanda, que serão monitoradas pelos próximos seis meses. “Devemos chegar a ao menos quatro aviões nessa etapa inicial, quando avaliaremos se o passageiro vê valor agregado no serviço”, diz José Racowski, gerente de Unidade de Negócios da TAM.

 

O maior empecilho para a popularização do serviço, contudo, é o alto preço que o cliente de operadora de celular terá de pagar por isso.

 

Falar no avião em céus brasileiros custa o mesmo que uma chamada feita ou recebida durante uma viagem ao exterior. E, com o valor do minuto variando de R$ 6,80 a quase R$ 10, dependendo da operadora, as ligações tenderão a ser bem curtas.

 

A questão esbarra também na capacidade de sinal que pode ser oferecido pelas operadoras. Para garantir uma melhora na qualidade das ligações, a TAM limitou a oito o número de chamadas simultâneas. No entanto, dependendo da demanda, o sistema poderá ser expandido.

 

Com uma semana de implantação do serviço, a TAM detectou uma média de quatro a cinco passageiros utilizando o sistema por voo, tanto de voz como de dados.

 

Num desses voos, o empresário gaúcho Rogério Kappler, 73 anos, aproveitou a facilidade para perguntar a sua secretária se o carro que deveria esperá-lo na chegada a Porto Alegre estava a caminho do aeroporto. “É uma coisa fantástica poder falar no celular no avião. Sempre tem alguma coisa para resolver, uma emergência. Mas a ligação tem de ser curta”, afirmou o empresário.
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Leia mais na edição desta segunda-feira (08) do Jornal de Brasília

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