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Economia

UE nega mudanças nas regras de adoção do euro

Arquivo Geral

07/04/2009 0h00

A Comissão Europeia (CE) afirmou hoje que as regras para a adoção do euro na União Europeia (UE) “são claras” e descartou uma modificação delas para acelerar a adesão dos países-membros do leste europeu.

Esse foi o único comentário da porta-voz comunitária de Assuntos Econômicos e Monetários, ask Amelia Torres, ao ser perguntada pelo documento interno do Fundo Monetário Internacional (FMI) que defende que os novos integrantes da UE adotem a moeda única antes de se tornarem membros plenos.

Ela lembrou, em entrevista coletiva, as medidas que os líderes da UE adotaram no último Conselho Europeu para ajudar, caso necessário, os Estados-membros com graves desequilíbrios em seus balanços de pagamentos.

A porta-voz ressaltou também como as decisões tomadas pelo Grupo dos Vinte (G20, os países mais ricos e os principais emergentes) para apoiar qualquer economia do mundo.

Concretamente, os 27 membros da UE concordaram em aumentar para até 50 bilhões de euros os fundos disponíveis para oferecer ajuda aos países que a requeiram, como até agora foi concedida a Hungria, Letônia e Romênia.

As regras para entrar no euro “são claras e não houve mudanças a respeito disso”, resumiu a porta-voz da Comissão.

Vários países do leste europeu sofrem duramente com a crise, devido em grande parte a suas elevadas dívidas externas, principalmente em moeda estrangeira.

A queda do valor de suas divisas reflete a desconfiança dos mercados em sua situação, o que levou vários de seus chefes de Governo a pedir à Comissão Europeia e ao Banco Central Europeu que permitam acelerar sua adesão ao euro, com a esperança de que a moeda única sirva como escudo protetor.

De acordo com os tratados comunitários, porém, para adotarem o euro, os países devem demonstrar que alcançaram um grau elevado de convergência sustentável com seus parceiros.

Segundo os critérios fixados em Maastricht, os candidatos devem cumprir estabilidade de preços, finanças públicas, taxa de câmbio e taxas de juros em longo prazo, assim como assegurar que sua legislação é plenamente compatível com a da Comunidade Europeia.

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