O terremoto no Japão de 8,9 graus na escala Richter e o tsunami registrado em seguida arrastou nesta sexta-feira as bolsas da Ásia, que tiveram fortes perdas, e atingiu os mercados europeus das seguradoras, que devem enfrentar diversas indenizações pelos danos causados.
O índice Nikkei da Bolsa de Tóquio sofreu uma grande queda após o terremoto, ocorrido 15 minutos antes do fechamento do pregão e que já registrou centenas de mortos e desaparecidos.
O seletivo perdeu 179,95 pontos (1,72%), até as 10.254,43 unidades, o nível mais baixo em cinco semanas.
Os 33 setores da primeira seção fecharam em baixa, especialmente em mineração e produtores de metais não ferrosos, em um dia que terminou em sobressalto, embora também se somou o temor investidor à instabilidade no Oriente Médio e o norte da África e os maus dados da economia dos EUA, que repercutiram negativamente Wall Street.
A queda de Tóquio e as consequências do terremoto sacudiram também o resto dos mercados da Ásia, sobretudo os que fecharam tarde: o Kospi de Seul caiu 1,31%, o índice geral de Xangai em 0,79%, o Hang Seng de Hong Kong em 1,55%, o Straits Times de Cingapura em 1,04%, o KLCI da Malásia em 1,40% e o SET de Bangcoc em 1,19%.
Os índices gerais dos mercados europeus ainda não foram afetados pelo terremoto e o tsunami, segundo disseram à Agência Efe analistas consultados, mais pendentes das decisões da cúpula europeia de Bruxelas sobre o aumento e flexibilização do fundo de resgate para os países devidos.
Em paralelo, repercutiu nas seguradoras europeias, que caíam com força na Bolsa de Frankfurt após o terremoto, pelo previsível desembolso milionário que terão que fazer para indenizar pelos danos causados a propriedades e bens assegurados.
A suíça Swiss Re caia em 5,9% até os 50,45 euros, a alemã Münchener Rück em 5,5% até 110,5 euros e as mais moderadas eram as perdas da seguradora Allianz, em 1,9% até os 100 euros.