A Suzano Papel e Celulose anunciou hoje um investimento de US$ 800 milhões na construção de três fábricas de pellets (peças prensadas de madeira moída e desidratada), um produto destinado à exportação como biomassa de eucalipto para a geração elétrica.
O grupo Suzano informou em comunicado que as fábricas, cada uma com capacidade para produzir até 1 milhão de toneladas do combustível renovável ao ano, serão construídas e operadas no Nordeste pela Suzano Energia Renovável, uma nova subsidiária criada especialmente para assumir este projeto.
A previsão é que as fábricas, que usarão como matéria-prima eucalipto semeado pela Suzano em novas áreas no Brasil, comecem a atuar entre 2013 e 2014, e exportem a biomassa principalmente a geradores europeus de energia.
“A busca de fontes renováveis de energia é uma tendência global que se fortaleceu nos últimos anos. A União Europeia (UE) se destaca neste cenário por estabelecer metas agressivas e incentivos para a substituição de combustíveis fósseis por fontes renováveis em sua matriz energética”, segundo o comunicado da empresa.
Para a Suzano, “a energia renovável a partir de biomassa terá um papel importante neste contexto” e sua nova subsidiária “nasce para ser líder mundial no mercado de pellets para energia”.
Segundo a Suzano, os pellets madeireiros são partículas desidratadas e prensadas de madeira moída que, por concentrar maior valor energético por tonelada, constituem a forma mais eficiente para transportar a biomassa para energia a longas distâncias.
A empresa acrescentou que, nos últimos três anos, obteve êxito no desenvolvimento experimental de florestas de eucalipto destinados ao mercado de energia.
“O manejo dessas florestas se baseia na seleção de clones específicos, o cultivo de um maior número de árvores por hectare e um ciclo reduzido de colheita (entre dois ou três anos)”, segundo o comunicado da empresa.
A Suzano Papel e Celulose é uma das maiores produtoras de papel e celulose de eucalipto da América Latina. Conta com cinco fábricas distribuídas nos estados de São Paulo e Bahia. O grupo tem capacidade para produzir 1,98 milhão de toneladas anuais de papel e celulose.