O Brasil obteve no ano passado um superávit comercial de US$ 25,348 bilhões, valor 1,57% superior ao de 2008 (US$ 24,956 bilhões), segundo números revisados divulgados hoje pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior.
O próprio Ministério tinha divulgado na segunda-feira que o superávit do ano passado tinha ficado em US$ 24,615 bilhões, o que seria o menor saldo anual desde 2002 (US$ 13,093 bilhões).
Segundo um comunicado publicado hoje no site do Ministério, faltava incluir as operações de exportação de energia elétrica em dezembro, no valor de US$ 758 milhões, além de outros US$ 15 milhões “referentes a ajustes nos demais produtos”.
“Com isso, as exportações totais de 2009 passaram de US$ 152,252 bilhões para US$ 152,995 bilhões. Houve também ligeiro ajuste no valor total das importações, registradas ao longo de 2009, que passaram de US$ 127,637 bilhões para US$ 127,647 bilhões”, diz a nota.
Apesar das cifras positivas, o superávit do ano passado ficou muito abaixo do de 2007 (US$ 40,039 bilhões) e do de 2006 (US$ 46,457 bilhões), o maior da história.
Segundo os números revisados, as exportações brasileiras caíram 22,71% em relação a 2008 (US$ 197,942 bilhões) como consequência da crise econômica global, que reduziu a demanda por produtos do Brasil no exterior. Foi a maior queda sofrida de um ano para outro desde a década de 1950.
As importações, por sua vez, caíram 26,21% frente às do ano anterior (US$ 172,986 bilhões).
Embora a crise internacional tenha afetado as exportações da indústria brasileira de forma severa, o país registrou déficit comercial apenas em janeiro (US$ 529 bilhões).
O melhor resultado positivo foi o de junho (US$ 4,606 bilhões) e o pior, o de novembro (US$ 615 milhões).