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Economia

Silveira defende investimentos em terras raras com segurança regulatória

Ministro recebeu o CEO global da Serra Verde e afirmou que o governo busca atrair capital estrangeiro sem abrir mão da soberania e do interesse nacional.

Redação Jornal de Brasília

19/05/2026 13h31

silveira recebe ceo global da serra verde

Foto: Tauan Alencar/MME

O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, recebeu nesta terça-feira (19/5) o CEO Global do Grupo Serra Verde, Thras Moraitis, para discutir investimentos em terras raras no Brasil. Na reunião, Silveira afirmou que o governo trabalha na construção de uma política que una atração de capital estrangeiro, soberania e interesse nacional, com foco no desenvolvimento econômico, tecnológico e industrial.

Silveira disse que o Brasil está aberto ao capital americano e de outros países que respeitem a soberania nacional. Segundo ele, os investimentos internacionais no setor mineral devem se consolidar como um ativo estratégico para o desenvolvimento industrial e mineral do país, de modo a reduzir a dependência da exportação de commodities.

O ministro também afirmou que a política em elaboração busca garantir estabilidade aos novos investimentos, do ponto de vista regulatório, ambiental e econômico. Ele destacou as condições geopolíticas favoráveis do Brasil e afirmou que os investidores podem confiar no país.

A Serra Verde opera em Minaçu, em Goiás, e é atualmente o principal projeto brasileiro de terras raras em operação comercial no país. A empresa já produz um carbonato de terras raras, considerado a primeira etapa de agregação de valor da cadeia. Em abril deste ano, a americana USA Rare Earth firmou um acordo de fusão com a Serra Verde.

Durante a reunião, que também contou com a presença do presidente e COO da Serra Verde Pesquisa e Mineração, Ricardo Grossi Neves, a empresa afirmou que o principal objetivo do grupo é continuar investindo no Brasil para ampliar a capacidade de processamento e avançar para a separação das terras raras. Thras Moraitis disse ainda que a combinação com a USA RE pode abrir acesso a novas tecnologias capazes de agregar mais valor ao produto no país.

*Com informações do Ministério de Minas e Energia

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