Menu
Economia

Setor público tem déficit de R$ 55,3 bilhões em junho

No acumulado de 12 meses, o rombo do setor público consolidado chegou a R$ 157,2 bilhões. Dívida líquida e bruta avançaram no mês, segundo o Banco Central.

Redação Jornal de Brasília

31/07/2026 10h56

Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil/Arquivo

Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil/Arquivo

O setor público consolidado — União, estados, municípios e empresas estatais — registrou déficit primário de R$ 55,3 bilhões em junho de 2026, informou o Banco Central nesta sexta-feira (31), no relatório Estatísticas Fiscais. O resultado ficou acima do déficit de R$ 47,1 bilhões apurado em junho de 2025.

No acumulado de 12 meses, o rombo chegou a R$ 157,2 bilhões, o equivalente a 1,19% do PIB, com alta de 0,06 ponto percentual em relação ao mês anterior. Já o resultado nominal do setor público consolidado ficou negativo em R$ 166 bilhões em junho e somou R$ 1,31 trilhão em 12 meses, ou 9,99% do PIB.

Os gastos com juros nominais alcançaram R$ 110,7 bilhões em junho, ante R$ 61,0 bilhões no mesmo mês de 2025. Segundo o Banco Central, a piora foi influenciada pela evolução desfavorável das operações de swap cambial, que passaram de ganho de R$ 20,9 bilhões em junho de 2025 para perda de R$ 9,3 bilhões em junho de 2026.

Na divisão por segmentos, o Governo Central teve déficit de R$ 47,2 bilhões, os governos regionais ficaram negativos em R$ 6,6 bilhões e as empresas estatais em R$ 1,5 bilhão.

A Dívida Líquida do Setor Público chegou a 68,5% do PIB, o equivalente a R$ 9 trilhões, com alta de 0,6 ponto percentual no mês. O Banco Central atribuiu o movimento, sobretudo, aos juros nominais apropriados, ao déficit primário, aos demais ajustes da dívida externa líquida, à desvalorização cambial de 2,4% e ao efeito da variação do PIB nominal.

Já a Dívida Bruta do Governo Geral atingiu 81,9% do PIB, ou R$ 10,8 trilhões, também com avanço de 0,9 ponto percentual em junho. Segundo a autoridade monetária, o aumento mensal refletiu principalmente os juros nominais apropriados, as emissões líquidas de dívida e o efeito da variação do PIB nominal.

    Você também pode gostar

    Assine nossa newsletter e
    mantenha-se bem informado