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Economia

Setor público concentrou os melhores salários do DF

Arquivo Geral

03/12/2011 7h15

 

Sheila Oliveira

sheila.oliveira@jornaldebrasilia.com.br

 

Jovens até 24 anos, negros e trabalhadores do sexo feminino são os que mais sofrem com o desemprego na capital federal. Foi esta a conclusão da síntese dos 20 anos da Pesquisa de Emprego e Desemprego (PED) no Distrito Federal elaborada pela Companhia de Planejamento do DF (Codeplan) em parceria com  o Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (Dieese).  O estudo aponta ainda que, em 20 anos, os maiores salários do mercado sempre se concentraram  no setor público.

 

O segmento da economia que mais contratou  foi o setor de serviços.  A atividade mais que dobrou o número de empregados, passando de 331 mil, em 1991, para 703 mil trabalhadores, em 2011. Em  seguida aparecem Administração Pública e comércio, ambos com 200 mil ocupados este ano, e construção civil e indústria de transformação, que ainda não alcançaram a marca dos cem mil empregados em 2011. 

 

“O rendimento da Administração Pública, de 1992 a 2011, cresceu mais de 40%, enquanto os trabalhadores do setor privado experimentaram queda de 14% nos salários”, ressalta Júlio Miragaya, diretor de Informações da Codeplan.

 

Formais e informais

 

Em 1993,  o rendimento médio dos trabalhadores formais no setor privado superava em 100% o dos sem carteira. Nos dois últimos anos, essa diferença caiu para 6%, o que praticamente iguala o salário dos dois segmentos. Mas de maneira geral, o rendimento médio no DF subiu 5,8%, em 20 anos, passando de R$ 1.929, para R$ 2.064, este ano.   

 

Já a população jovem experimentou crescimento de 25,7 pontos percentuais na taxa de desemprego. Em 1992, o índice era de 59,5%. Já neste ano o mesmo índice já alcança 85,2%. “A explicação  é a maior inserção dos trabalhadores adultos, ou seja, que tem mais experiência de mercado”, explica Daniel Biagioni, sociólogo e analista do Dieese.

 

Embora a participação das mulheres no mercado de trabalho tenha aumentado, passando de 43,4%, em 1992, para 46,9% em 2011, ela ainda está seis pontos percentuais menor do que a presença masculina.   

 

Outra característica apontada pelo o estudo  é com relação ao local de residência dos trabalhadores. A pesquisa aponta que as cidades Brazlândia, Ceilândia, Samambaia, Paranoá, São Sebastião, Santa Maria e Recanto das Emas concentram o maior número de desempregados.

 


Leia mais na edição deste sábado (03) do Jornal de Brasília.

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