Menu
Economia

Setor manufatureiro dos EUA cresce em seu maior ritmo em 7 anos

Arquivo Geral

01/03/2011 16h04

O setor manufatureiro dos Estados Unidos cresceu em fevereiro no ritmo mais acelerado em quase sete anos, desde maio de 2004, impulsionado pelo aumento dos novos pedidos e pela produção, anunciou nesta terça-feira o Instituto de Gestão de Fornecimento (ISM, por sua sigla em inglês).

Com o avanço de fevereiro, esse setor acumulou 19 meses consecutivos de alta, enquanto a economia em geral somou 21 meses de crescimento, indicou a entidade.

Em fevereiro, o índice que mede a atividade do setor se situou em 61,4 pontos, em comparação com os 60,8 pontos do mês anterior, com o que igualou o dado registrado em maio de 2004 e que até agora não tinha sido repetido nem superado.

Qualquer dado que situe o índice elaborado pelo ISM acima dos 50 pontos reflete um crescimento generalizado do setor, mas se este ficar abaixo deste valor significa que se encontra em uma situação de contração.

“O relatório de fevereiro revela um rendimento sólido e contínuo do setor manufatureiro. Os novos pedidos e a produção, beneficiados pela força mostrada pelas exportações, continuam impulsionando o índice”, explicou nesta terça-feira Norbert Ore, presidente do comitê do ISM, encarregado de elaborar este índice através de uma pesquisa entre empresas do setor.

Em comunicado, Ore ressaltou ainda que “os pedidos a fábricas estão crescendo a um ritmo significativamente mais rápido que as reservas”.

O subíndice relativo a novos pedidos subiu para 68 pontos, frente aos 67,8 do mês anterior, com o que acumula 20 meses consecutivos de crescimento (acima do nível de 50 pontos).

O subíndice correspondente aos preços pagos pelas empresas para desenvolver sua atividade chegou a 82 pontos, em comparação aos 81,5 do mês anterior, enquanto que o da produção foi de 66,3 pontos, frente aos 63,5 de janeiro. Ambos somam assim 20 meses de crescimento.

“Embora existam muitos indicadores positivos, ainda persistem preocupações, já que as indústrias relacionadas com a construção de imóveis continuam sofrendo e o índice de preços indica uma alta inflação no custo das matérias-primas”, acrescentou o responsável do ISM.

    Você também pode gostar

    Assine nossa newsletter e
    mantenha-se bem informado