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Setor de serviços cresce 3,7% em fevereiro e supera nível pré-pandemia, segundo IBGE

Na comparação com igual mês do ano anterior, o volume do setor de serviços recuou 2%, completando 12 meses de taxas negativas

Eduardo Cucolo
São Paulo, SP

O setor de serviços registrou crescimento de 3,7% em fevereiro em relação a janeiro. Os dados são da PMS (Pesquisa Mensal de Serviços), divulgada nesta quinta-feira (15) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).
Segundo o IBGE, já são nove meses consecutivos de taxas positivas. Nesse período, houve crescimento acumulado de 24%, o que supera a queda de 18,6% registrada de março a maio de 2020.

Na comparação com igual mês do ano anterior, o volume do setor de serviços recuou 2%, completando 12 meses de taxas negativas.

A expectativa dos analistas era um crescimento de 1,3% no mês, com queda de 3,5% na comparação anual. As pesquisas dos outros dois grandes setores mostraram que a indústria registrou contração de 0,7% e o comércio crescimento de 0,6% em fevereiro, em relação ao mês anterior.

O aumento na circulação de pessoas foi um dos fatores que impulsionou o crescimento do setor de serviços nos primeiros dois meses do ano.

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Em fevereiro, apesar do recrudescimento da pandemia, as restrições às atividades eram menores do que as adotadas a partir de março, quando serviços não essenciais deixaram de funcionar em várias regiões do país diante do colapso no sistema de saúde.

São Paulo liderou a recuperação em fevereiro, com crescimento de 4,3%, seguida por Minas Gerais (3,5%), Mato Grosso (14,8%) e Santa Catarina (3,9%). O Distrito Federal teve a retração mais relevante (-5,1%). Entre as atividades, transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio cresceram 4,4%. O segmento já supera em 2,8% o patamar de fevereiro do ano passado e atingiu seu ponto mais alto da série iniciada em janeiro de 2011.

“Nesse segmento vêm se destacando as empresas que prestam serviço de logística, que já vinham tendo alta expressiva por conta do aumento das exportações de petróleo e do agronegócio e, durante a pandemia, teve uma grande escalada de demanda, devido ao crescimento das vendas no comércio online”, afirma o gerente da pesquisa, Rodrigo Lobo.

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Lobo afirma que o segmento de transporte terrestre, que cresceu 5,5% em relação a janeiro, vem segue trajetória ascendente importante, principalmente devido ao aumento da demanda pelo transporte rodoviário de cargas.
O segmento de tecnologia da informação, com alta de 1,7% no mês, também atingiu o patamar mais alto na série histórica do IBGE.

O segmento que mais sofreu com a pandemia até o momento são os serviços prestados às famílias (como alimentação, entretenimento e hospedagem). Eles cresceram 8,8% de janeiro para fevereiro, o que se deve à base de comparação baixa, segundo o instituto. Ainda estão 23,7% abaixo do nível de fevereiro de 2020.

“Sendo uma das atividades mais afetadas pelas restrições impostas por estados e municípios para enfrentamento da pandemia, serviços prestados às famílias tiveram perdas significativas entre março e maio e ainda oscilam muito, conforme as medidas de isolamento social são relaxadas ou enrijecidas”, afirma Lobo.

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Ainda segundo o IBGE, o índice de atividades turísticas cresceu 2,4% em fevereiro, apesar do adiamento no Carnaval, segunda taxa positiva seguida. Mesmo tendo avançado 127,5% de maio de 2020 a fevereiro de 2021, está 39,2% abaixo de fevereiro de 2020.

Sete dos 12 locais pesquisados tiveram expansão do turismo no mês, com destaque positivo para Goiás (9,1%), Minas Gerais (6,8%) e Pernambuco (4,9%) e São Paulo (3,4%). E negativo para Distrito Federal (-8,2%) e Bahia (-2,8%).

As informações são da FolhaPress

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