São Paulo, 25 – A atividade econômica brasileira recuou 0,1% em setembro sobre agosto, descontadas as influências sazonais, de acordo com o Indicador Serasa Experian de Atividade Econômica (PIB Mensal), divulgado hoje (25). Houve alta de 2% em relação a setembro do ano passado – mas foi o menor crescimento dos últimos 23 meses. No acumulado do ano até setembro, o Produto Interno Bruto cresceu 3,3%, abaixo do registrado no acumulado até agosto (3,5%). Nos últimos 12 meses, a expansão foi de 3,7%, ante 4,1% registrados no mesmo período até agosto.
O resultado de setembro, de acordo com a Serasa Experian, confirma trajetória de desaceleração provocada por medidas governamentais de aperto fiscal e monetário no combate à inflação, além da influência da crise internacional. A atividade econômica desacelerou de 0,4% para 0,2% do trimestre encerrado em agosto para o terminado em setembro.
“O quadro atual de redução dos juros e de afrouxamento das condições de crédito deverá trazer algum alívio para a atividade econômica neste último trimestre do ano, porém impactos favoráveis mais significativos deverão ser observados somente a partir de 2012”, afirma documento distribuído hoje à imprensa.
O indicador mostra que todos os setores produtivos recuaram em setembro. A indústria teve queda de 1,3% ante agosto. A atividade produtiva do setor agropecuário caiu 0,8% e o setor de serviços retraiu 0,1%. Em relação ao mesmo mês do ano passado, o setor industrial apresentou aumento de 1,5%, enquanto o agropecuário cresceu 1,3% e o de serviços, 2,1%. No acumulado do ano, os três setores registram avanço de 2,5%, 1,1% e 3,4%, respectivamente. Em 12 meses até setembro, a atividade econômica também mostrou crescimento: de 2,9% na indústria, 1,1% na agropecuária e de 3,7% em serviços.
Do ponto de vista da demanda, houve queda em setembro em relação a agosto nos investimentos, que recuaram 3,5%; na exportação de bens e serviços (3,1%); nas importações (4,5%); e no consumo das famílias (0,2%). O consumo do governo, por sua vez, aumentou 0,3%. No acumulado de 12 meses até setembro a maior expansão segue com as importações de bens e serviços (14,6%), seguida por exportações e investimentos (ambos com 6,6%), consumo das famílias (6%) e consumo do governo (2,3%).