Sheila Oliveira
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Nem mesmo a emancipação feminina pelo direito de igualdade entre homens e mulheres foi capaz de diminuir o preconceito que a mulher enfrenta no mercado de trabalho, o que dirá os salários. Prova disso é o resultado da Pesquisa de Emprego e Desemprego no Distrito Federal 2011 – Especial Mulheres – encomendada pela Secretaria de Trabalho (Setrab) e Secretaria da Mulher do DF.
O estudo foi elaborado pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) e constatou o que muitas mulheres já sabem: continuam ganhando menos do que eles. Nem mesmo, o fato de possuir o mesmo nível de escolaridade mudou essa realidade.
“A pesquisa compara os dados da década (2000 a 2010). Com essas informações verificamos que os salários das mulheres com nível superior, por exemplo, no ano passado, eram de R$ 2.276, enquanto o rendimento médio dos homens é de R$ 3.538. Ou seja, mais de R$ 1 mil de diferença”, observa Adalgiza Amaral, coordenadora da pesquisa.
A média salarial daquelas que possuem o Ensino Médio é de R$ 969. Os homens de mesma escolaridade recebem R$ R$ 1.503 por mês, ou seja, R$ 534 a mais.
Em 2010, foram criados 19 mil postos de trabalho para a população feminina, mas apenas seis mil trabalhadoras entraram no mercado. O DF apresenta uma população economicamente ativa de 685 mil mulheres, ou seja, profissionais com idade e capacidade para trabalhar.
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